Paralização começa à zero hora desta terça-feira (28) (Sílvio Luiz/AT) Começa à zero hora de terça-feira (28) uma greve de funcionários da empresa que opera as 40 linhas do transporte coletivo municipal em Guarujá. Porém, por ordem judicial, 80% dos 150 veículos — ônibus convencionais, elétricos e micro-ônibus — deverão operar nos horários de pico, das 7 às 10 e das 17 às 19 horas, e 60%, no restante do dia. Empregados da City Transporte Urbano Intermodal Ltda. decidiram, em assembleia na quinta-feira, parar as atividades, segundo o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários da Região. A empresa obteve liminar no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para se manter o volume mínimo de coletivos circulando. Está marcada para quarta-feira, à tarde, uma audiência de conciliação no TRT entre representantes do sindicato, da empresa e da Prefeitura. Motivos O protesto foi marcado porque a empresa comunicou, na quarta-feira, que não conseguiria pagar o vale-alimentação no sábado, dia previsto. Porém, quitou o benefício na sexta. A paralisação foi mantida porque a concessionária pagou pela metade o adiantamento salarial. Todos deveriam ter recebido 40% dos vencimentos no dia 22. Histórico Faz mais de um mês que se põe em dúvida a continuidade da prestação do transporte coletivo municipal em Guarujá. Em 17 de dezembro, a direção da City entregou ofício à Prefeitura dizendo que interromperia o serviço em 48 horas devido à “falta das transferências da remuneração da concessionária pelos serviços prestados, o que é previsto contratualmente, nos últimos sete meses consecutivos”. Na ocasião, nada ocorreu. No último dia 16, a City tirou de circulação três linhas, alegando que o Município lhe deve mais de R\$ 50 milhões referentes ao não pagamento do subsídio das gratuidades de passagens. A empresa ameaçou paralisar toda a frota no dia 20. Naquela data, porém, em liminar concedida a pedido da Prefeitura, a Justiça ordenou que todas as linhas de ônibus municipais voltassem a circular imediatamente. Do contrário, a empresa teria de pagar multa diária de R\$ 500 mil. A Administração atual reconheceu suposta inadimplência no repasse do subsídio. Porém, destacou que é apenas uma das formas de remuneração do serviço e afirmou ter criado um grupo técnico de trabalho para tratar da questão.