[[legacy_image_355100]] Colaboradores do Hospital Guarujá, em Vicente de Carvalho, no Litoral de São Paulo, ainda não receberam totalmente seus salários. Eles sofrem com atrasos desde maio do ano passado. Trabalhadores da instituição buscaram novamente a reportagem de A Tribuna para contar que a situação ainda não foi resolvida. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo uma enfermeira, que prefere não ser identificada, o mês de fevereiro foi pago pela metade apenas na última sexta-feira (3), e nem todos os colaboradores receberam o pagamento. "Somos tratados de forma desrespeitosa. Colaboradores estão trabalhando com a saúde mental abalada e tendo que recorrer à Justiça para adquirir os vencimentos. Não recebemos em março e abril, quem dirá maio", relata. Outro problema relatado em relação ao hospital é a logística dos profissionais. "A divisão de equipes está totalmente errada e faz com que o paciente não tenha a atenção devida. Fora que os novatos não tem nenhum auxílio após o processo de integração". Ainda de acordo com a mulher, na última sexta-feira (3), a instituição deu alta para a maioria dos pacientes, por medo de não ter profissionais suficientes no final de semana. Após isso, foi disparado o seguinte comunicado: "Gostaríamos de deixar claro que todos os pacientes que tiveram alta hoje, já era previsível. Não existe a intenção de fechar o hospital, seguimos lutando bravamente para mantê-lo de pé". Os líderes de cada equipe foram orientados a repassar a mensagem. Sobre a metade do salário paga em fevereiro, a diretoria teria esclarecido aos funcionários que, "assim que tivermos alguma informação sobre a diferença a ser paga, informaremos a todos". Outro profissional, que também pediu para não ser identificado, disse que procurou saber sobre o pagamento de apenas metade do salário, mas recebeu a resposta de que "o que importa é dinheiro na conta". Conforme apurado por A Tribuna, ainda há vários colaboradores que pediram demissão na primeira semana de maio, mas que não receberam as rescisões até a data de publicação desta matéria. Em abril deste ano, a reportagem de A Tribuna entrou em contato com os responsáveis pela administração do Hospital Guarujá, assim como na última terça-feira (7). Em ambas as vezes, não houve resposta.