EDIÇÃO DIGITAL

Domingo

19 de Maio de 2019

Estado quer colocar aeroporto de Guarujá em plano de desestatização

Prefeitura e Governo decidiram fazer reuniões técnicas antes de abrir edital

Em reunião entre representantes da Secretaria Estadual de Logística e Transportes, do Departamento Aeroviário do Estado (Daesp) e da Prefeitura de Guarujá, na terça-feira (14), ficou definido que haverá uma rodada técnica de conversas antes que a Administração Municipal ponha na praça o edital para concessão do Aeroporto Civil Metropolitano à iniciativa privada.

O secretário João Octaviano, de Logística e Transportes, propôs a alternativa para analisar a possibilidade de incluir o aeroporto no plano de desestatização do Governo do Estado, já anunciado pelo governador João Doria (PSDB).

No último sábado, A Tribuna publicou matéria em que citava o atraso no edital de licitação, inicialmente previsto para o início deste mês.

No encontro desta terça-feira (14), o secretário de Desenvolvimento Econômico e Portuário de Guarujá, Alexandre Trombelli, aceitou conversar, e as partes (Prefeitura e o superintendente do Daesp, Antônio Claret) definiram que o encontro deverá ocorrer nos próximos dias.

Deverá haver uma visita técnica ao aeroporto pela empresa contratada pelo Governo para definir a modelagem de privatização. Além de Octaviano, Claret e Trombelli, participaram da reunião Gustavo Rondini, secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico e Portuário, e assessores.

Trâmite

No mês passado, o Ministério da Infraestrutura autorizou a Prefeitura a conceder à iniciativa privada o Aeroporto Civil Metropolitano. A anuência prévia permite ao Município selecionar empresas privadas para explorar o aeroporto por 28 anos.

No final de 2018, a Força Aérea Brasileira (FAB) e a Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC) alteraram o zoneamento da área de 55 mil metros quadrados da Base Aérea de Santos de uso militar para o uso civil.

O acordo possibilitou o compartilhamento do espaço, a futura construção de um terminal, melhorias na pista e na infraestrutura.

A Prefeitura estima prazo de 90 dias, após a publicação da licitação, para assinatura da concessão.

O empreendimento deve gerar R$ 70 milhões de investimentos, dos quais R$ 15 milhões no primeiro ano. São esperados 80 mil passageiros no primeiro ano de atividade no complexo.