[[legacy_image_188029]] Muito se engana quem pensa que Cônego Domênico Rangoni é apenas o nome da antiga Rodovia Piaçaguera-Guarujá e parte do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI). O religioso italiano, que morreu em 1987, é muito mais do que isso. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Sua história é indissociável à de Guarujá, e um livro deve contar essa trajetória em breve. O projeto tem o professor João Pecchiore como um dos artífices — ele foi amigo pessoal de Don Domênico, como era conhecido . “Nossa intenção é tentar lançar o livro em novembro, data de morte do padre. O trabalho dele não pode ser esquecido. Estou em Guarujá desde 1969, e a Cidade se divide em antes e depois dele”, sintetiza. Entre os feitos do cônego, estão a construção do Hospital Santo Amaro e do colégio e da faculdade que levam seu nome. No dia a dia, Pecchiore revela uma pessoa feliz, obstinada e de muita fé. [[legacy_image_187802]] “Ele era muito dinâmico, inquieto mesmo. Tudo para servir os mais pobres. Diria que ele foi uma espécie de Robin Hood, que tirava dos ricos para poder investir em benfeitorias”, conta. O reconhecimento pelo esforço de Rangoni veio no uso de seu nome, enquanto ainda era vivo, às instituições de ensino que cresceram sob seus olhares. “Foi um marco na vida dele.” Perspicaz, certa vez o religioso foi ao batismo de cavalos em um haras, para agradar a um potencial colaborador de sua obra social. “Quando ele traçava um objetivo, não saía da rota, da meta. Teve algumas decepções, como qualquer pessoa”, argumenta. Resgate da memória Ele conta que boa parte do acervo pessoal de Don domênico ficou sob sua guarda. São fotos, documentos e escritos. Só isso já seria suficiente para um esforço em nome da perpetuação de uma figura icônica para Guarujá. Mas foi o alerta dado por um dos quatro filhos de João Pecchiore que o fez entender que poderia ir além. “Tenho quatro filhos, e o meu caçula sempre comenta comigo que sempre fala sobre Don Domênico com os amigos. Ele conhece a história toda do padre e fica aborrecido quando resumem ele ao nome da rodovia. Pensei: ‘Ele tem razão’. Domênico Rangoni foi muito mais que isso”, aponta o amigo. Ele teve cuidado de colocar tudo o que tem sobre Don Domêncio em ordem cronológica para poder escrever o livro, desde sseus primeiros tempos no Brasil até sua morte, há quase 35 anos. “Quando a gente tem intenções boas, as coisas acontecem. Consegui pessoas que estão comigo para escrever essa obra. É um grupo que também deseja construir algo perto do Hospital Santo Amaro, para colocar este acervo que está comigo. Eu não quero ir embora desta vida e deixar esse acervo na minha casa. Porque ele não é meu. É da Cidade”, destaca Pecchiore .