Raphael Vitiello (PP, número 11) (Vanessa Rodrigues/AT) Raphael Vitiello Silva tem 43 anos, é formado em Turismo e vereador na Câmara de Guarujá. Ele foi eleito pela primeira vez em 2016 e reeleito em 2020. É neto do ex-prefeito Raphael Vitiello, que governou a Cidade entre 1973 e 1976. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Por que o sr. quer ser prefeito? Acredito que muitas pessoas veem o político como alguém capaz de trazer soluções para a qualidade de vida delas, para o futuro dos seus filhos. É dessa forma que eu penso. Precisamos fazer com que esses votos sejam devolvidos em benefício da população, e é exatamente isso que o gestor faz: recebe o dinheiro da população para entregar em benefícios. Quais são suas propostas para a Saúde? Precisamos trabalhar com prevenção e investir o máximo que tivermos nas unidades de Saúde da Família. Proponho a construção de um hospital em parceria público-privada no antigo Poupatempo, em Vicente de Carvalho, e transformar a Unidade de Pronto Atendimento da Rodoviária em um equipamento que possa ser um hospital central que atenda tanto Vicente de Carvalho quanto Guarujá. Também pretendo fazer um chamamento público para zerar a fila de exames e cirurgias de baixa e média complexidades. E trazer o Ambulatório Médico de Especialidades. E para a Educação? Hoje, Guarujá tem mais de mil crianças aguardando vaga em creche. A curto prazo, precisamos conveniar para zerar as filas. Quero fazer ensino em tempo integral e inseri-lo gradativamente no Município. A gente tem que dar oportunidades de capacitação profissional para os jovens. Nós temos a Escola 1º de Maio e a Etec (Escola Técnica Estadual) Santos Dumont. Temos que potencializar a Etec, trazer mais cursos e fazer uma fundação na 1º de Maio para que ela também possa oferecer mais cursos. Tenho, também, o projeto de tirar a Fundação Casa do Centro, colocá-la em outra área e, naquele espaço, construir uma Fatec (Faculdade de Tecnologia, estadual). Quero criar uma Diretoria de Educação Especial e o Centro de Avaliação e Diagnóstico Especializado, para a inclusão de alunos com deficiência. E para a habitação? Temos que fazer um plano contínuo para reduzir as áreas de invasão, para que, aos poucos, a gente vá tirando as palafitas. Tem algumas regiões nas quais precisamos fazer regularização fundiária e dar continuidade nos planos habitacionais para que possamos reduzir esse déficit habitacional, que hoje representa pouco mais de 10 mil pessoas que precisam de moradia. E para a segurança? É um problema social. Crianças de comunidades, hoje, saem de casa, não têm iluminação, os pais não trabalham, elas não têm acesso a esporte, lazer, estudo adequado e, muitas vezes, escolhem o crime porque é mais fácil. Há a necessidade de dobrar nosso efetivo da Guarda Municipal, mas é extremamente importante que a gente invista em tecnologia. Praia Grande, por exemplo, instalou 3,5 mil câmeras de monitoramento e teve redução drástica em roubos e furtos. Como o sr. pretende fomentar a geração de emprego e renda? Guarujá tem duas vocações, o turismo e o Porto. No turismo, precisamos, com segurança, fazer com que o turista gaste na praia e no comércio. É importante trazermos esse turista de volta e (ter) equipamentos turísticos para que Guarujá seja tão atrativo como era no passado. Quanto ao Porto, digo que ele só cresce para o lado de Guarujá, e precisamos estar atentos a esse crescimento. Hoje, são 6 mil empregos gerados para o nosso lado, e terá mais 6 mil empregos assim que o Porto tiver essa duplicação. Quais são as suas propostas para mobilidade? Temos hoje 16 agentes de trânsito para tomar conta de 142 quilômetros de área em Guarujá. É humanamente impossível. Por isso, queremos mandar um estudo para verificar a possibilidade da criação de uma Companhia de Engenharia de Tráfego. Além disso, temos um pedágio na entrada da Cidade que nos atrapalha. Precisamos pensar junto ao Governo do Estado uma forma de transformá-lo em um modelo <CF71>free flow</CF> (sem parada para cobrança) ou de colocá-lo mais acima, para facilitar o fluxo para Guarujá. E para o turismo? Quero trazer de volta os grandes eventos para Guarujá, criar equipamentos, como um teleférico, uma roda-gigante e tornar a Cidade mais atrativa para o investidor. Muitas empresas, inclusive voltadas para o turismo, querem vir para Guarujá, mas a Cidade dificulta muito para o empreendedor e para a chegada do investidor. Precisamos trazer segurança para que se invista no Guarujá e o turista venha para poder girar esse mecanismo que é a geração de emprego e renda pelo turismo. Como pensa o esporte na Cidade? O esporte começa sempre dentro da escola. Hoje, temos 90% dos equipamentos escolares deteriorados. Então, precisamos revitalizar quadras esportivas. Dos dois equipamentos que temos, o Tejereba e o Guaibê, um está paralisado há muitos anos, e o outro está totalmente sucateado. Precisamos trazer o esporte pela escola, fomentar as ligas e trabalhar para que tenhamos uma fundação para auxiliar atletas de alto rendimento. E a cultura? Precisamos trazer de volta os festivais de cultura, porque há muitos artistas talentosos que acabam deixando a Cidade por falta de oportunidades. Tenho a ideia de tentar levar um teatro para Vicente de Carvalho. Mas, antes de tudo, temos que fortalecer os conselhos, que têm todos os segmentos culturais para que a gente possa entender a atual situação. Quais as propostas para o meio ambiente? A gente precisa levar a educação ambiental para as escolas. Quero fazer as regionais do Guarujá com ecopontos e com descarte. Temos dentro do nosso plano de governo o Rios Vivos, que é um projeto da Câmara para que façamos a limpeza e o desassoreamento dos rios da Cidade. Outra solução é a usina de resíduos. Há muito tempo o Sítio das Neves (aterro em Santos) está no limite de sua capacidade. Como o sr. pretende atuar na questão hídrica? Temos que punir a Sabesp diariamente até que a água volte para as torneiras. Mas a grande solução é a Cava da Pedreira. Já abri discussão com os proprietários da cava. Pretendo, no início do governo, já começar tratativas. Ou a Sabesp compra a Cava da Pedreira ou farei um financiamento para comprar essa cava, de modo que possamos resolver de forma definitiva a questão hídrica do Município. Em paralelo a isso, faremos a construção de reservatórios. Como o sr. pretende gerir as finanças do Município? Guarujá tem um orçamento muito grande, porém mal gasto, tendo em vista o sucateamento da Saúde, da Educação e dos próprios públicos. Precisamos pegar todos esses contratos e enxugar, e gastar de forma adequada. Caso eleito, como pretende atuar junto aos outros prefeitos da região no Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb) ? É extremamente importante que os prefeitos caminhem juntos por assuntos metropolitanos. A água é um exemplo disso. Mobilidade e a questão hídrica são primordiais para todas as cidades.