[[legacy_image_187793]] Guarujá, que chega nesta quinta-feira (30) aos 88 anos de emancipação, sonha grande, especialmente no campo econômico. A Cidade vislumbra, para isso, um crescimento harmônico de todos os segmentos da soceidade. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Alguns passos dessa transformação estão na revisão do Plano Diretor, com áreas destinadas à movimentação do Porto, e em apostas no futuro aeroporto, em empreendedorismo e geração de renda. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico e Portuário, Adalberto Ferreira da Silva, os desafios não são poucos, e o estímulo a vetores de desenvolvimento deve considerar ganhos à população. “Vamos trabalhar com planejamento, estabelecendo metas. O futuro da Ilha de Santo Amaro está sendo decidido neste momento. (...) Trabalhando com inteligência e estratégia no presente, a gente constrói o futuro”, afirma. Sobre o Plano Diretor, ele conta que deve entrar numa fase propositiva, após ter passado por uma etapa de diagnóstico. Também é citada a preocupação ambiental como algo a ser observado nesse modelo de crescimento. “Acho que é um momento ímpar da história de Guarujá, em função do nível de desenvolvimento já alcançado e do potencial que temos pela frente”, vislumbra. Aeroporto e emprego Sonhado por gerações de guarujaenses, o Aeroporto Civil Metropolitano está taxiando na pista. De acordo com o secretário, o projeto está pronto, com recursos reservados e no aguardo de licenças que estão sendo viabilizadas. “Este é um vetor de desenvolvimento formidável para melhoria da qualidade de vida, criação de novos postos de trabalho e adensamento populacional na região onde há margem para isso. O turismo também vai se beneficiar muito”, prevê o secretário. Em terra, a geração de empregos também é apontada como uma prioridade do Município. Uma das ideias que vão nesse sentido é o Programa de Desenvolvimento da Economia e Atração de Investimentos (Pró-Guarujá), que visa a fomentar novos investimentos por meio de incentivos fiscais. A legislação prevê a concessão de benefícios de tributos municipais, como desconto no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), por exemplo — tributo que corresponde à maior fatia da arrecadação do Município. Os benefícios podem ser aplicados para fins de instalação, ampliação, modernização, fusão, incorporação e reativação de atividade econômica sob o regime do Simples Nacional. Os incentivos fiscais estão atrelados à criação e à manutenção de empregos diretos pelas empresas, aplicados no exercício seguinte à solicitação. “Temos uma preocupação forte com o empreendedorismo. A questão do microcrédito é muito importante. Possuímos convênio com o Sebrae, as pessoas vêm à sede da secretaria e são atendidas de forma pessoal, e toda orientação é dada. Tudo para que a gente atinja resultados positivos nesse objetivo”, complementa Silva. E, dessa forma, colocar mais ingredientes na receita cujo resultado poderá ser o crescimento guarujaense. [[legacy_image_187794]] A importância do Porto O Porto leva o nome de Santos, mas tem em Guarujá um pilar de sua movimentação de cargas e serviços. E a cidade também depende muito da atividade portuária em sua economia. Segundo a Prefeitura, o montante arrecadado em impostos do setor portuário subiu 40,6% em Guarujá, passando de R\$ 96,5 milhões em 2020 para R\$ 138,3 milhões em 2021. Ou seja: 65,7% — quase dois terços — de tudo o que o Município arrecada de Imposto sobre Serviços (ISS) vêm do Porto. Para o secretário de Desenvolvimento Econômico e Portuário, esse elemento deve ser visto sempre com atenção quando se fala em planejamento e desenvolvimento local. Atualmente, 40% do que é movimentado no maior porto da América Latina passa por Guarujá. “Contamos com a possibilidade de aumento do cais acostável, que vai trazer um número bastante significativo de novosa empregos e aumentar a arrecadação do Município”, prevê Adalberto Ferreira da Silva. Convênio O secretário cita o convênio com a Santos Port Authority (SPA) como um modelo interessante para a cidade e o próprio Porto. Nele, a construção de 649 unidades habitacionais no Parque da Montanha, na Vila Edna, deverá garantir a abertura de um novo terminal. “A gente resolve um problema social, abre novos postos de trabalho e permite condição de arrecadação para atendimento de outras demandas em áreas diferentes”, sinaliza. Obras viárias O secretário lembra o ordenamento no fluxo de cargas, com obras viárias que ajudarão no tráfego na margem esquerda do Porto. Um delas é a proposta de reformulação em Vicente de Carvalho, enviada à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), em meio ao processo de desestatização da gestão do cais santista. “Temos em andamento as obras viárias relacionadas à Perimetral, que vão transformar bastante a configuração dos acessos aos bairros, separando o tráfego de carga do tráfego local. Isso permitirá melhor qualidade de vida e habitabilidade para as pessoas”, diz.