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Quinta-feira

9 de Julho de 2020

Até 200 famílias terão de deixar casas em Guarujá para projeto contra enchentes

Prefeitura fala em investir R$ 77 milhões para minimizar alagamentos no bairro Santa Rosa; intervenções serão no Rio do Meio

Até 200 famílias terão de deixar suas casas, em Guarujá, para a execução de um programa que promete acabar com enchentes no município. O projeto de macrodrenagem será desenvolvido no Rio do Meio e atenderá aos moradores do Santa Rosa. Serão gastos cerca de R$ 77 milhões.

Essas pessoas estão em ocupações irregulares na área do estuário, explica o secretário de Planejamento e Habitação de Guarujá, Marcelo Mariano.

As primeiras a terem de deixar o local são aproximadamente 35 famílias que vivem na saída dos canais. Porém, não há uma data definida para que isso ocorra e nem se sabe o local para onde elas serão transferidas.

A remoção faz parte da segunda fase do projeto. “Não temos uma definição porque não é pratica da secretaria a remoção. Hoje, trabalhamos com regularização fundiária”, diz Mariano.

Segundo ele, a regularização fundiária é uma medida que tem sido adotada porque, além de não transferir as pessoas do lugar onde moram, sai mais barato levar infraestrutura para o bairro do que remover as famílias.

“A gente só remove mesmo quando há risco para as famílias. E, nesse caso, estamos falando na segurança delas”.

Entenda a situação 

O bairro Santa Rosa fica praticamente no mesmo nível do Rio do Meio, o que dificulta o escoamento das águas quando um forte temporal cai na cidade, explica o secretário.

“As pessoas acham que é problema de tubulação, que não consegue dar vazão para o volume das águas. Mas não é. Temos bairros mais baixos, e o que resolve, nesses casos, é a macrodrenagem”. 

Como será 

A primeira fase do projeto, que deve começar em algumas semanas, será destinada para microdrenagem e pavimentação. Os trabalhos custarão cerca de R$ 60 milhões.

A segunda etapa, ainda sem data para início, representará gastos da ordem de R$ 13 milhões para o desassoreamento do Rio do Meio.
O município ainda não abriu licitação para a realização dos trabalhos. Porém, nesse momento, será preciso retirar os moradores.

“A construção de casas na saída dos canais interferiu diretamente na questão da drenagem dos bairros”, conclui o secretário.

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