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Sábado

14 de Dezembro de 2019

Greve geral mobiliza manifestantes na região e prejudica serviços nesta sexta

Ato teve concentração maior na entrada de Santos

Protestos contra a reforma da Previdência, em defesa da aposentadoria e a favor da educação são realizados em um ato unificado de greve geral na manhã desta sexta-feira (14). 

A partir das 5 horas, manifestantes bloqueram a Avenida Martins Fontes, próximo ao cemitério do Saboó, na entrada de Santos, por cerca de uma hora. Na sequência, eles seguiram em passeata rumo ao Centro. Por orientação da Polícia Militar, uma faixa da pista foi liberada para o trânsito. Já a pista no sentido São Vicente/Rodovia Anchieta, foi liberada ao tráfego.

Neste momento, os manifestantes se concentram na Praça dos Andradas, em frente a Rodoviária Municipal.

Na Alemoa, o Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro-LP), trabalhadores bloqueiam a entrada da Transpetro. "Ninguém entra nesta sexta-feira nas unidades operacionais da empresa na região", publicou o sindicato em sua página em uma rede social.

Faixa no portão de entrada da unidade da Transpetro, na Alemoa, em Santos (Foto: Divulgação/Sindipetro-LP)

Entre os serviços afetados nesta sexta-feira, agências bancárias podem não funcionar, uma vez que bancários participam do ato.

Estudantes que já protestaram por duas vezes, em Santos, contra o contingenciamento de verbas para a Educação, anunciado pelo Governo Bolsonaro.

A greve reúne cerca de 34 sindicatos, estudantes, classe trabalhadora, entre outros. Além das manifestações nesta manhã, está marcado um ato, a partir das 17h, com concentração na Estação da Cidadania, em Santos.

Manifestantes na frente da sede da Petrobras, no Valongo, em Santos (Foto: Carlos Nogueira/AT)

O presidente do Sindicato dos Servidores Estatutários Municipais de Santos (Sindest), Fábio Marcelo Pimentel, explicou que os trabalhadores não podem ser punidos por aderirem à greve, de acordo com a lei. “Nenhum servidor municipal pode ser punido por participar da greve geral desta sexta-feira. O máximo que pode acontecer é a prefeitura não pagar o dia parado”.

Em assembleia na noite de terça-feira (11), a categoria aprovou a participação no movimento nacional contra a reforma da Previdência Social. O presidente do Sindest reclama da reforma previdenciária e, também, da diminuição dos investimentos públicos em saúde, educação, moradia e projetos sociais.

Ônibus

Prefeitura de Santos afirma que ônibus municiais vão funcionar com 80% de sua frota (Foto: AT)

A Prefeitura de Santos informou que há uma decisão do Tribunal Regional do Trabalho determinando que o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Santos e Região assegure a manutenção do transporte público nesta sexta-feira, garantindo atendimento à população da cidade de Santos e região, especialmente nos horários de pico, das 5h às 9h e das 17h às 20h.

A administração municipal também diz que tomará todas as providências para garantir o atendimento do transporte à população. Contudo, o efetivo cumprimento da decisão dependerá da não adesão do sindicato à referida paralisação. Os demais serviços da Prefeitura de Santos estão programados para funcionar normalmente.

A Viação Piracicabana informou a operação das linhas municipais de Santos sofreram atrasos durante a madrugada devido à grevistas que impediram a saída dos ônibus. A normalização do serviço começou às 6h. A empresa sugere aos munícipes que utilizem o site Quanto Tempo Falta para consultar a previsão das linhas de forma mais rápida e eficiente. As linhas municipais de Praia Grande operam normalmente. A BR Mobilidade Baixada Santista ressaltou que as linhas intermunicipais e VLT estão operando normalmente.

A City Transporte Urbano Intermodal informa que, diante da possibilidade de paralisação, entrou com medida cautelar junto ao Tribunal Regional do Trabalho solicitando a manutenção do serviço de transporte público municipal de Guarujá, por ser de caráter essencial. O TRT determinou pleno atendimento à população de Guarujá nos horários de grande fluxo de passageiros - das 5h às 9h e 17h às 20h -, sob pena de multa de R$ 100 mil/dia. A ação é contrária ao Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários da Baixada Santista.

Em nota, a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU/SP) afirma que obteve liminar que determina a manutenção do serviço com 80% da frota nos horários de pico e 60% fora do horário de pico nas regiões metropolitanas de São Paulo e Baixada Santista. A liminar também determina multa para quem descumprir a decisão. “No momento econômico que vivemos, com mais de 13 milhões de desempregados, esta greve contraria os objetivos de recuperação econômica do país e prejudica a mobilidade de quem vive em São Paulo e precisa se locomover para trabalhar. A Secretaria dos Transportes Metropolitanos considera a greve ideológica e conta com as categorias para que os passageiros que dependem do transporte público não sejam prejudicados”, diz o comunicado.

Ônibus intermunicipais podem operar com frota reduzida na manhã desta sexta-feira (Foto: AT)

A Viação Bertioga, concessionária responsável pelo transporte urbano no município, solicitou ao Poder Judiciário uma Ação Cautelar em face do aviso de paralisação feito pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Santos e Região. A liminar foi acatada, e ficou decidido funcionamento mínimo de 80% das linhas nos horários de pico e escolares e 70% nos demais horários das linhas municipais, sob pena de multa diária de R$ 15.000, caso haja descumprimento.

Em nota publicada na noite desta quinta-feira (13), o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Santos e Região (Sinrod) informou que o transporte coletivo de passageiros, de fretamento e também o de cargas funcionarão normalmente em Santos, Cubatão, Guarujá e demais cidades da baixada e litoral nesta sexta-feira. Isso em virtude de várias liminares recebidas nesta quinta-feira.

De acordo com o presidente do sindicato, Valdir de Souza Pestana, a categoria está em plena campanha salarial, para renovação dos acordos e convenções coletivas em maio. Ele considerou também o recente relatório da reforma da previdência, “que precisa ser mais bem estudado pelo movimento sindical”.

O sindicato participará da manifestação prevista para as 17 horas desta sexta-feira, na Estação da Cidadania, na esquina das avenidas Ana Costa e Francisco Glicério, em Santos.

Bancos

O Sindicato dos Bancários também aderiu à greve geral. O atendimento em agências pode ser afetado. A expectativa é de que a população não consiga ter acesso ao atendimento na boca do caixa.

“É hora de unir a população trabalhadora, a juventude, e dialogar também com os pequenos e médios empresários, que também vão sofrer com os impactos na economia com o fim da aposentadoria e a privatização da Previdência Social. O povo brasileiro não pode permitir a aprovação dessa reforma, que atinge toda a população, os trabalhadores da ativa e os aposentados. Isso vai aumentar o desemprego, a paralisia da economia e a crise social”, afirmou Ricardo Saraiva, o Big, secretário de Relações Internacionais da Intersindical Central da Classe Trabalhadora e Secretário Geral do Sindicato dos Bancários de Santos e Região.

Porto de Santos

Trabalhadores do Porto de Santos estão entre os integrantes da greve geral, em protesto contra a privatização das estatais. Devem participar o Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro) e Sindicato dos Trabalhadores Administrativos em Capatazia (Sindaport).

Educação

Na noite da última terça-feira (11), estudantes da Unifesp BS, em assembleia na unidade Silva Jardim, aprovaram a adesão à greve geral e ato unificado. Servidores de Santos, São Vicente, Praia Grande e Guarujá, servidores federais da educação e professores da rede municipal de Cubatão participarão da paralisação, dentre outras categorias que também tiveram a adesão aprovada em assembleias estaduais, como é o caso do Judiciário Estadual e Federal, além da Apeoesp.

Em Santos, manifestantes já realizaram dois atos contra o contingenciamento de verba da educação (Foto: Arquivo Pessoal)
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