[[legacy_image_178785]] Uma nova modalidade de golpe pelo WhatsApp agora usa estratégia de oferta de vagas de emprego. A prática tem se tornado comum em todo o Brasil e feito diversas vítimas, muitas delas desempregadas e com ansiedade por uma nova oportunidade. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! [[legacy_image_178786]] As mensagens são disparadas como um anúncio de emprego, mas com alguns padrões: vagas em meio período, em sistema de home office e com a promessa de altos salários, mais os benefícios. Acompanhado da mensagem está um site e as pessoas são orientadas a acessar para ter mais informações a respeito das vagas. Na verdade, são páginas na internet de origem duvidosa, onde senhas e dados pessoais podem ser roubados pelos golpistas. Segundo Lorenzo Parodi, pesquisador e consultor especialista no combate de fraudes, a prática dos golpes se manteve a mesma, mas com um modelo de operação diferente. "Não é uma novidade. Novidade é como é feito. São golpes com oportunidades que aparecem. Pegam pessoas que, às vezes, estão com problemas, com necessidades. Chegam oferecendo coisas mirabolantes, muitas vezes acaba dando certo. Se utilizam (os golpistas) do forte incremento que tem sido de trabalhar em casa, o home office, em consequência da covid-19", explica o especialista. Parodi afirma que o diálogo dos golpistas na hora de se comunicar com as vítimas, se manteve o mesmo. O especialista fez menção a outros casos, quando mensagens eram recebidas por SMS e tinha como remetentes falsos bancos, sorteios e recebimento de premiações. "Pessoas recebiam mensagens de que cartões bancários estavam bloqueados e para desbloquear precisaria entrar em um link que estava junto da mensagem. Se a pessoa acessasse, poderia ser vítima do crime de estelionato. O que acaba mudando, na verdade, é a desculpa. Então, veja, cartões bloqueados, loteria, algum tipo de premiação. Agora, vagas de emprego com oferecimento de grandes salários". O que fazerDe acordo com o especialista, as pessoas devem agir como se realmente estivessem sendo convocadas para uma entrevista de emprego. "Quando a pessoa vai fazer uma entrevista, o normal é ir até o local, ver o lugar, procurar pelo CNPJ e outros detalhes da empresa pela internet. Da mesma maneira que a empresa pede informações dos entrevistados, estabelecendo assim uma relação de trabalho", diz. "Então, o normal a se fazer é, quando receber a mensagem, responder de volta, perguntando qual o nome da empresa, detalhes como o CNPJ e a localização. Se tiver um número de telefone, entrar em contato e se informar para saber realmente ocorreu esse contato por mensagens. Com isso, já se evita 99% da fraude", explicou. Boletim de ocorrênciaParodi detalha que é importante o registro de boletim de ocorrência (B.O.) em casos como esse, algo que não acontece com frequência. "As pessoas vítimas dessas mensagens não fazem B.O. E pela internet não é possível fazer pela complexidade de informações a serem repassadas para a autoridade policial. As pessoas já sabem que vão perder duas, três horas só de comparecer a delegacia, e por isso acabam não o fazendo", finaliza.