[[legacy_image_194059]] O desempenho das 15 maiores incorporadoras do País, no segundo trimestre, mostraram mais resiliência do que a esperada pelos analistas de mercado imobiliário. Mesmo com a inflação e os juros em alta, o valor de lançamentos consolidados atingiu R\$ 9,93 bilhões no período, alta de 2,4% ante igual intervalo do ano passado. Já as vendas ficaram estáveis, com queda de 0,6%, a R\$ 7,7 bilhões. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Os números foram compilados pela Reportagem a partir do balanço prévio de 15 incorporadoras listadas na bolsa. “De maneira geral, a temporada de prévias (balanços) foi boa”, explica o analista da XP Ygor Altero. Entre as construtoras voltadas ao público de maior poder aquisitivo, os lançamentos atingiram R\$ 5,2 bilhões no segundo trimestre, baixa de 2% na comparação anual. Por sua vez, as vendas líquidas foram de R\$ 3,7 bilhões, alta de 0,5%. Nesse segmento, a maioria das empresas buscou fazer lançamentos residenciais de alto padrão e luxo, com apartamentos entre R\$ 1 milhão e R\$ 1,5 milhão. Essa clientela tem renda elevada e sofre menos com aumento da gasolina, comida e juros dos financiamentos, por exemplo. Já os imóveis de classe média, na faixa de R\$ 500 mil a R\$ 600 mil, podem enfrentar aperto da renda. “Em geral, essas empresas estão mais seletivas, buscando lançar unicamente aquilo que tenham segurança de que vão vender bem”, diz o analista Bruno Mendonça, do Bradesco BBI. “Os números estão melhores do que o humor do mercado sugeria. Mas não se sabe até quando”, explica.