[[legacy_image_27477]] Os pátios de veículos em cinco cidades da Baixada Santista operam, em média, com 93% da capacidade, segundo levantamento feito por A Tribuna junto às prefeituras. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em dezenas de lojas, restaurantes e serviços! O incêndio de grandes proporções no espaço de Praia Grande, causado, segundo o prefeito Alberto Mourão (PSDB), por uma combustão num veículo que estava no local há anos, chamou atenção para o problema: “os pátios estão quase todos lotados e boa parte disso é porque há poucos leilões”, defende. O fogo foi na noite da última quarta-feira (4). Ninguém ficou ferido, mas os bombeiros trabalharam a noite toda apagando as chamas, que atingiram, principalmente, carros antigos que estão lá há anos, de acordo com o prefeito. Praia Grande é quem administra seu pátio de veículos. A capacidade é de 8.200 veículos, mas o espaço opera com cerca de 7 mil, ou seja, com 85% de sua capacidade. “O grande problema é que há carros avariados (danificados) que ficam no pátio seis, sete, oito anos. E não se pode mexer neles, podendo haver combustão espontânea porque alguns com sobra de combustíveis. E nós não podemos fazer leilão. Se o Estado aumentasse os leilões para três em três meses, já adiantaria bastante a situação”, disse o prefeito. Em nota, o Detran SP explicou que os pátios de veículos do Estado são operados por diversos órgãos, como Prefeituras, Polícia Rodoviária Federal, Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Poder Judiciário e empresas de transporte público, reforçando que o órgão recolhe veículos que não estão em condições de trafegar ou cujos condutores não estão habilitados. informou que responde apenas pelos veículos que recolhe e não tem autoridade para interferir diretamente na gestão dos demais órgãos. A liberação é feita com autorização do órgão que determinou o recolhimento e também da Justiça, em casos de bloqueio. Não há prazo limite para que os veículos sejam mantidos nos pátios, porém as taxas administrativas só podem ser cobradas num prazo de até 180 dias. Os custos operacionais dos pátios são de responsabilidade da operadora. "Para desafogar os pátios, o Detran.SP intensificou os leilões de veículos em todo o Estado. De janeiro a outubro deste ano já foram realizados 50 leilões, além de outros 34 que estão previstos até o próximo mês, cinco deles para a Baixada Santista", diz a nota. Quase lotados Em outros municípios, a situação é bem parecida. Em Cubatão, o problema é mais grave: os dois pátios municipais, juntos, operam acima da capacidade. A capacidade normal, respeitando as demarcações com espaçamentos (somando ambos recintos), é de 230 veículos. Entretanto, atualmente, há 275. A Companhia Municipal de Trânsito, para conseguir abrigar uma capacidade maior, precisou reduzir os espaçamentos entre veículos. “É importante ressaltar que o custo desses pátios para os cofres públicos estão inseridos na folha de pagamento mensal da Prefeitura. Ou seja, não há custos extras, já que não há terceirização e toda a execução dos serviços dos pátios é realizada pelos próprios funcionários da autarquia”, disse a prefeitura, em nota. Em São Vicente, onde a administração do pátio da cidade custa cerca de R\$ 50 mil mensais aos cofres públicos, o pátio opera com 95% da capacidade. Há 1.900 veículos num espaço para 2 mil vagas. De acordo com a prefeitura, muitos dos veículos estão no pátio por motivo de apreensão administrativa, tendo o Detran como responsável por possíveis pregões. Outra parte está no local por apreensão policial, dependendo, com isso, de autorização judicial para ser levada a leilão. Em Santos, a gestão do pátio municipal é feita pela empresa GP Service desde 2015. Segundo a Prefeitura, não há custo aos cofres municipais. Há um espaço rotativo no bairro Caneleira e um outro, no município de Itanhaém. É rotativo porque os carros só ficam em Santos por 60 dias, depois são transferidos para Itanhaém. Há 1.800 vagas, sendo que 1.400 estão ocupadas, ou seja, 77,7%. De acordo com a administração, ainda devem ser retirados 90 lotes do último leilão. “Além disso está ocorrendo um leilão da Polícia Civil, com previsão de retirada de outros 210 veículos”, disse, em nota. Guarujá é a cidade com situação mais confortável. Há 3 mil vagas, sendo 1.950 ocupadas, ou seja, 65%. O pátio também é administrado de maneira terceirizada.