[[legacy_image_288037]] Funcionários de uma empresa terceirizada, que presta serviço de vigilância e portaria para unidades da Fundação Casa na Baixada Santista, estão sem receber salários, férias trabalhadas e benefícios desde junho. A situação faz com que os colaboradores fiquem sem ter condições de trabalhar, além de acumular dívidas e contas não pagas. A Reportagem conversou com funcionários da empresa KHS Segurança Patrimonial, que estão com salários atrasados. Eles não serão identificados por segurança. Uma funcionária relatou que não teve as férias do mês de junho pagas, assim como o salário de julho. Outra irregularidade é nos vales Alimentação e Refeição, que teriam vindo com valor inferior ao correto. “Os funcionários não têm como ir trabalhar. Tudo está atrasado. Não estamos comprando alimentação, não estamos pagando as contas. E eles só ficam adiando as datas. Dia 31 (de julho), foi uma data que deram, e não pagaram. Dia 4 (de agosto), foi outra data que deram, e não pagaram. Está uma patifaria”. Contas sem pagarOutro funcionário, um homem de 29 anos, de Santos, registra atrasos desde junho e vendeu as férias de julho para quitar algumas contas. Tanto o salário como as férias trabalhadas não foram pagos. “Eu não tenho mais dinheiro para combustível. Minhas contas estão todas atrasadas. Meu nome está negativando por causa dessa falta de pagamento e de benefícios. Só não passo fome porque minha família me ajuda. Não pode continuar assim”. Já um morador de Itanhaém, que tem 41 anos, relatou que está com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) atrasado desde dezembro. “Já cobramos a empresa, mas não adianta, continua na mesma (situação). Estou sem condições de trabalhar por falta de recursos para chegar até o trabalho. Devido ao atraso nas contas, estou tendo que pagar juros. Tudo está atrasado, não tem como se programar, e ainda sem prazo para sanar o problema”, lamentou. PosicionamentoEm nota, a Fundação Casa afirma estar em dia com os pagamentos à empresa e que já tomou todas as medidas administrativas e legais devido ao descumprimento contratual, já tendo aplicado uma multa, em julho, e está avaliando aplicar outra, caso não haja a regularização. Por fim, afirma estar providenciando a abertura de uma nova licitação para contratar outra empresa. O pregão deve ocorrer ainda este mês, informa.A Tribuna não conseguiu contato com a empresa KHS Segurança Patrimonial.