Santos lidera ranking de mortes no trânsito na Baixada Santista

Dados do Info Siga - Movimento Paulista de Segurança no Trânsito -, do Governo do Estado de São Paulo, mostram que 45 homens e 11 mulheres morreram em acidentes de trânsito na cidade em 2018

Por: Verônica Sampaio & De A Tribuna On-line &  -  17/02/19  -  14:25
As mortes por atropelamento possuem o maior número, somam 93 pessoas
As mortes por atropelamento possuem o maior número, somam 93 pessoas   Foto: Chaiyaporn Baokaew/ Getty Images

A Baixada Santista teve um total de 271 mortes no trânsito em 2018, sendo 208 homens e 63 mulheres. Os dados são do Info Siga, Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, do Governo do Estado de São Paulo.


Santos lidera o ranking com 56 (45 homens e 11 mulheres) óbitos. Na sequência, estão as cidades de Praia Grande (50); São Vicente (42); Guarujá com (35); Cubatão (33). As cidades com menor número são: Mongaguá (9); Peruíbe (12); Itanhaém (16) e por fim Bertioga (18).


O número de mortes por atropelamento é o maior (93), seguido por colisão (91), choque (40). Outros são 26 mortes e não informados 21. O meio de transporte que mais sofreu com acidentes foi o da motocicleta, que somou 98 mortes no ano passado. Logo em seguida vem: pedestres (90), bicicleta (35), automóvel (25). caminhão e não informado (10 cada). E por fim, ônibus com 3 óbitos.


Rogério Crantschaninov, de 62 anos, ocupou a presidência da CET Santos no período de 2005 a 2012, e a Superintendência Regional do Detran na Baixada Santista de 2013 até 2018. Ele conta à Tribuna Online que embora tenha havido uma queda em torno de 20% no número de óbitos nos últimos dois anos  - quando comparados a 2016 - , o quadro regional ficou estagnado.


“Isso demonstra que tanto os municípios quanto o Governo do Estado de São Paulo devem intensificar suas ações, sejam de Engenharia de Tráfego, quanto de fiscalização e educação” afirma Rogerio.


Segundo ele, uma pesquisa do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito mostrou que em 94% dos acidentes de trânsito com óbitos houve alguma conduta de desrespeito às normas de trânsito, sendo as mais comuns o uso do celular, excesso ou velocidade incompatível com a via, condução de veículo sob efeito de álcool ou substâncias psicoativas e travessia em locais inadequados.


“Em outras palavras, pode-se evitar ou reduzir esses números pela simples observação das regras de circulação no trânsito, agindo sempre de forma preventiva, a chamada direção defensiva”, disse. Rogerio disse ainda que o número de motoristas alcoolizados abordados nas fiscalizações vem caindo ano a ano, mas que esse é um trabalho que deve ser intensificado.


“Santos apresenta um maior número de ocorrências tanto pelo elevado índice de motorização da população quanto pela frota circulante, pois recebe muitos veículos das cidades vizinhas. O número de atropelamentos com morte em Santos aumentou nos últimos dois anos e isso demanda uma análise mais detalhada desses dados pelo órgão municipal de trânsito, para identificar os locais e públicos envolvidos e tomar ações para prevenir esses atropelamentos, sejam elas de engenharia ou de educação” comenta.


Rogério relata que a educação no trânsito é fundamental para melhorar esses números. “A redução da velocidade nas vias urbanas deve também ser considerada, pois tem se mostrado um remédio eficaz em muitas cidades do mundo para o controle das mortes por atropelamentos” finaliza.


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