[[legacy_image_19188]] A população em situação de rua é considerado um dos temas obrigatórios a prefeitos eleitos e reeleitos na Baixada Santista. Entre as ações estudadas por eles para os próximos quatro anos, constam aumento de vagas para acolhimento e uso de políticas integradas com outros setores do Poder Público, como Educação, Saúde e Habitação. Clique e Assine A Tribuna por R\$ 1,90 e ganhe acesso ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em lojas, restaurantes e serviços! Em Santos, houve nesta semana a divulgação do Censo 2020, reunindo números sobre quem vive nas ruas do Município, a partir de dados coletados em outubro de 2019. O estudo apontou alta de 71,2% no número de pessoas em situação de rua em relação a 2009, data do primeiro levantamento feito pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social. Naquele ano, esse contingente era de 507 pessoas. Hoje, está em 868. O prefeito eleito de Santos, Rogério Santos (PSDB), destaca a importância dessas informações para nortear o trabalho. “É preciso aprimorar o trabalho de abordagem e ampliar o número de vagas de acolhimento. Como boa parte deles está em idade produtiva, temos que reforçar as atividades de qualificação, utilizando as Vilas Criativas e permitindo que eles ingressem no mercado ou no projeto Fênix, que oferece bolsa de um salário”. Outro aspecto importante, de acordo com ele, refere-se à dependência química, que engloba o uso do álcool e outras drogas. “Neste setor, vamos garantir o atendimento especializado e reforçar os serviços de atenção na saúde mental, que são duas áreas que precisam ser reforçadas”. Várias frentes Para o prefeito eleito de São Vicente, Kayo Amado (Podemos), o Município deverá enfrentar a situação focando em várias frentes. “Nossas políticas serão implementadas de forma transversal entre as áreas da Educação, Saúde, Habitação e Economia, além de acesso a emprego e renda”. Ele explica que, no curto prazo, por exemplo, haverá a reestruturação de equipamentos como o Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e a Casa de Passagem. “Com melhoria e ampliação dos serviços, além de abordagem e encaminhamento de modo humanizado e eficaz”. Outro caminho é ampliar “a adesão a programas federais que auxiliam o financiamento das políticas às pessoas em situação de rua”. Em Peruíbe, o prefeito reeleito Luiz Mauricio (PSDB) diz que vai criar um abrigo transitório e dar continuidade às políticas já adotadas pela Cidade, focando no projeto Vem Comigo. “Com abordagens sociais, recâmbio aos municípios de origem, encaminhamento para acolhimento a usuários de substâncias psicoativas e regulamentação da documentação dos atendidos pela Prefeitura”. Já em Bertioga, o prefeito reeleito Caio Matheus (PSDB) planeja continuar o trabalho que prevê acolhimento às pessoas em situação de rua na Casa de Passagem e tratamento a dependentes químicos em parceria com entidades. A ideia é implantar um projeto de ressocialização, no qual a pessoa poderá ficar no abrigo por até três meses e buscar espaço no mercado de trabalho, “firmando parcerias com a sociedade para os projetos”. Guarujá apostará em serviço de abordagem 24h Para o próximo mandato, o prefeito reeleito de Guarujá, Válter Suman (PSB), planeja a implantação de um serviço de abordagem social de rua 24h, com a intensificação do atendimento socioassistencial. Atualmente são abordados por dia cerca de 20 pessoas. “Outra ação é parceria com comunidades terapêuticas para acolhimento e tratamento de questões relacionadas a dependência de álcool e drogas”. Em Praia Grande, a prefeita eleita Raquel Chini (PSDB) fala em ampliar programas e aperfeiçoar o atendimento no Centro Pop, a Casa de Estar Ferdiano Alves de Oliveira e o Abrigo Solidário Eliane Malzoni. "Também teremos mais dois abrigos solidários”. A prefeita eleita diz ainda que deve implantar espaços para que moradores de rua levem seus animais de estimação e carrinhos, melhorando a aceitação dos serviços oferecidos. “Planejamos um trabalho de reinserção social, incluindo os serviços já oferecidos de documentação, busca ativa e ingresso no Programa de Apoio ao Desempregado. Nele, as pessoas prestam serviços à sociedade e recebem auxílio financeiro e qualificação profissional”. Em nota, a Prefeitura de Mongaguá diz planejar a reestruturação do serviço de abordagem especializado e criação de convênio para implantar uma Casa de Passagem e de Casa de Apoio. Cubatão e Itanhaém não responderam até o fechamento desta edição.