[[legacy_image_220828]] Apesar de estarmos em novembro, mês que costuma fazer muito calor, o frio tem tomado mais espaço do que o de costume. Porém, a amplitude térmica, que é a grande diferença entre as temperaturas máxima e mínima, preocupa médicos por oferecer risco ao coração. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A nefrologista Caroline Reigada, especialista em Medicina Intensiva, explica que o perigo se dá devido à diminuição da espessura do sangue por conta da oscilação de temperatura, exigindo um maior esforço do coração para bombear o sangue pelo corpo. "Quando a gente tem flutuações da temperatura em 24 horas, nosso corpo demora para entender essa diferença do ponto de vista imunológico. Pacientes com problemas cardíacos são mais sensíveis a esse tipo de mudança". A especialista explica que viver em lugares muito frios ou onde o inverno é muito rigoroso aumenta a chance de ter um AVC em até 20%. "Santos é uma cidade quente, então quando vem uma frente fria, isso é ainda pior para o coração das pessoas. A cada cinco graus na diferença de temperatura entre a mais alta e mais baixa, eleva o risco de um AVC em 6%". A grande dica de Caroline é se hidratar e manter uma boa dieta, com frutas, verduras e legumes. Além disso, ela reforça a importância de praticar exercícios físicos e de evitar vícios que podem trazer mais problemas, como álcool e tabagismo. "Nessas diferenças de temperatura, saia com casaco se achar que vai ter amplitude térmica, não pegue essa corrente de frio, coloque roupas em camadas e ande com a sua garrafinha de água". Os indícios de que uma pessoa está tendo um AVC incluem: um lado do corpo mais fraco, um sorriso 'torto', confusão mental ao acordar, dor de cabeça intensa. Já o infarto pode dar dor no peito que irradia para a mandíbula ou para o braço esquerdo, náusea e vômitos. Com esses sintomas, a pessoa deve procurar um pronto-socorro. "É muito triste ver um paciente que chega três dias depois de ter um AVC, porque não tem mais o que fazer e a pessoa vai ficar com um déficit neurológico porque não foi tratada corretamente. E tem tratamento precoce, em três ou quatro horas você consegue remover o trombo da artéria". A médica lembra ainda que, apesar dos quadros serem mais propensos em diabéticos, hipertensos e obesos, qualquer pessoa pode ter um AVC ou infarto. "Dor no peito tem que ir para o pronto-socorro, nem sempre é ansiedade".