[[legacy_image_182155]] Cinco cidades do litoral de São Paulo já decidiram pela obrigação do uso de máscaras em ambientes fechados de escolas para conter uma onda de casos de covid-19. As prefeituras de Santos, Bertioga, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe adotaram a medida, exigindo a utilização do acessório em salas de aula e outros locais fechados. A medida é vista como positiva por infectologistas ouvidos por A Tribuna, que pedem atenção especial com as crianças ainda não vacinadas. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Leonardo Weissmann, acredita que o uso de máscaras deve ser obrigatório em qualquer ambiente fechado que não tenha ventilação natural. "Estamos vivendo uma nova onda de casos de covid-19. As crianças precisam ser protegidas com o uso de máscara, mas esse não é o único caminho. A cobertura vacinal está muito baixa nesta faixa etária. É preciso que os pais se conscientizem sobre a gravidade do problema, pois as crianças podem ter formas graves da doença e evoluir a óbito", alerta Weissmann. O infectologista Ricardo Hayden lembra que a escola é um ambiente com potencial para transmissão do vírus, por conta das aglomerações e da exposição dos estudantes fora da unidade de ensino - por exemplo, no transporte público. "É importante que se tenha todo o cuidado do mundo para que a transmissão (do vírus) seja cortada. Uma das formas de você eliminar a transmissão é com máscaras, separação de distância (entre os alunos), como já foi feito anteriormente. Isso tem um efeito extremamente positivo, somado às vacinas", comenta. A médica Elisabeth Dotti acredita que o uso de máscaras não devia ter deixado de ser obrigatório nas instituições de ensino. "A escola é um grande ambiente de transmissão. Você põe todo mundo fechado em uma sala e pronto, é tragédia anunciada. O vírus vai aonde a maior parte da população não foi vacinada. É melhor pôr a máscara agora do que fechar as escolas de novo", alerta.