[[legacy_image_162468]] Um estudo realizado em conjunto pelas universidades de São Paulo (USP) e Estadual de Campinas (Unicamp) mostrou que a covid-19 pode provocar consequências no cérebro, como a perda de raciocínio e concentração. Essa é tida como uma das várias sequelas da doença, observada também por infectologistas ouvidos por A Tribuna. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A pesquisa das universidades contou com exames realizados em voluntários que tiveram covid-19 e apresentaram problemas neurológicos. Os exames apontaram atrofia (diminuição do tamanho das células) na parte frontal do cérebro, responsável por atenção e raciocínio. O mesmo foi observado pelo infectologista Marcos Caseiro, que constatou, por meio de tomografias documentadas, ocorrências de atrofia em pacientes que tiveram covid-19. “Esse é um problema que certamente vamos enfrentar. Essa percepção clara de perda da capacidade de concentração, de organizar o pensamento. Estávamos vivendo uma situação de salvar pessoas. Agora, a gente vai estar vivendo uma situação de fazer o rescaldo das complicações associadas à covid”, afirma Caseiro. Participaram do estudo de USP e Unicamp 80 pesquisadores. No Hospital das Clínicas (HC) da Unicamp, analisaram-se 81 ressonâncias de pacientes que apresentaram sintomas leves de covid-19 cerca de dois meses antes de passar pelo exame. Elas relatavam problemas neurológicos. Outras sequelas A infectologista Elisabeth Dotti, que diariamente atende casos diários relacionados ao pós-covid, lista sequelas que pôde observar nos pacientes. Entre elas, estão perda de memória, dificuldade de raciocínio, tontura, estresse, angústia, ansiedade, insônia, perda ou forte alteração de olfato e paladar, dor de garganta, tosse seca, hipertensão, dores abdominais e problemas renais. “O pós-covid é uma coisa sombria, tenebrosa e assustadora. Atendo isso todos os dias. Você vai acabar tratando os sintomas. Se tem problema de memória, por exemplo, vai tomar algo para ajudar na circulação cerebral”, explica.