[[legacy_image_28979]] Três cidades da Baixada Santista, Santos, São Vicente e Guarujá, já gastaram, até a semana passada, R\$ 54 milhões com hospitais de campanha montados para receber pacientes com covid-19. Essas cidades abriram 339 leitos (entre clínica médica e UTI) nesses locais, o que dá uma média de R\$ 159,2 mil por leito - incluindo todos os custos de infraestrutura, materiais e mão de obra. Alguns ainda seguem em funcionamento, portanto o valor total investido será maior. Clique aqui e assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90. Ganhe, na hora, acesso completo ao nosso Portal, dois meses de Globoplay grátis e, também, dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Praia Grande também abriu hospitais de campanha em dois ginásios esportivos, porém a Cidade não quis informar quanto gastou nessas unidades e não soube dizer nem mesmo a data de fechamento de um dos locais que já foi desativado. Santos criou 199 leitos em três unidades de campanha: 26 no Centro de Diagnóstico Afip (Avenida Conselheiro Nébias, desativado em 31 de agosto), 46 na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Leste (fechados em 31 de agosto) e 127 no Hospital Vitória que continua funcionando. Os três já atenderam 583 pessoas, ao custo de R\$ 18,4 milhões até o momento. “O Município optou pela montagem dos hospitais de campanha em unidades de saúde que já funcionavam ou tinham estruturas prontas para adaptação, economizando com gastos de estruturas provisórias”, diz a Prefeitura, em nota. A Administração explica que os hospitais de campanha tiveram ocupação média de 40%, com uso máximo de UTI em 76%, “garantindo, assim, o rápido acesso à internação de todos os que necessitaram”. Outros municípios Em Guarujá, o hospital de campanha que funcionou na Base Aérea foi desativado em agosto. Nos 90 dias de funcionamento, foram 320 atendimentos ao custo de R\$ 14,9 milhões. O equipamento teve 70 leitos, sendo 50 de enfermaria e 20 de UTI. De acordo com o secretário de saúde de Guarujá, Vitor Hugo Straub Canasiro, a ocupação dos leitos estava baixa nas semanas que antecederam o término de contrato, não ultrapassando os 30%. “Sem dúvida, foi um equipamento muito importante e que nos deu o suporte necessário para que pudéssemos enfrentar a pandemia de maneira estruturada”. São Vicente afirma que montou três unidades. Dois deles foram estruturados dentro de hospitais já existentes, um no São José (30 leitos) e outro no Municipal de São Vicente (20 leitos). O terceiro, na Área Continental, teve sua estrutura montada dentro de um ginásio esportivo no Rio Branco, com 20 leitos. Os locais atenderam 451 pacientes ao custo de R\$ 20,7 milhões. “O Hospital de Campanha do Jardim Rio Branco foi desativado pois o movimento ficou abaixo da expectativa”, diz a Prefeitura, informando que o fechamento ocorreu em 3 de setembro. Praia Grande implantou 188 leitos nos ginásios esportivos Falcão e Rodrigão. Os locais foram preparados para ajudar no atendimento de casos menos graves, que precisam de internação, mas não de UTI. 400 pacientes já foram atendidos e apenas o Falcão continua aberto. A Prefeitura afirma que fechou o Rodrigão, mas não sabe dizer quando. Sobre os custos, a Administração não quis informar e sugeriu que a Reportagem consultasse o portal da transparência. Porém, os gastos publicados não descrevem o que foi comprado especificamente para os hospitais de campanha. Peruíbe chegou a investir R\$ 548,8 mil para estruturar a nova maternidade municipal, que estava em fase final de obra, para ser hospital de campanha. Foi necessário adquirir aparelhos de ar condicionado, instalar gerador, equipamentos hospitalares, projeto de Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) e serviço de dedetização. O local foi planejado com 15 leitos e enfermaria e seis de UTI, mas não foi usado. “Com a criação de novos leitos por parte do Estado, em hospitais já em funcionamento que atendem o município aqui na região, não foi necessário o atendimento nesse espaço”, informa a Administração, garantindo que nenhum investimento que foi feito será desperdiçado, desmontado ou devolvido. “Tudo o que foi aplicado no local será mantido como legado para a saúde pública municipal. Já foi aberta a licitação para contratação de uma organização social para administrar a nova maternidade”. Cubatão, Mongaguá, Itanhaém e Bertioga não tiveram hospitais de campanha.