[[legacy_image_168687]] Após o primeiro caso de sarampo confirmado na Baixada Santista em 2022, infectologistas da região afirmam que o cenário deve ser encarado com preocupação e pode significar o retorno de outras doenças, como catapora e rubéola. “Sarampo é uma doença grave, que pode fazer muito estrago”, enfatiza a médica Elisabeth Dotti. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Segundo o infectologista Marcos Caseiro, apesar de ser preocupante, o retorno de casos em todo o Estado “não é motivo de surpresa”. “Os índices de cobertura vacinal são vergonhosos. Nos últimos anos não chegamos nem a 70% na Baixada Santista”, relembra o médico, dizendo que o sarampo é uma doença evitável com a vacina e altamente contagiosa. “Uma pessoa com sarampo infecta, normalmente, 18 pessoas. É uma taxa de reprodutibilidade muito alta. Essas doenças que se transmitem muito facilmente precisam de cobertura vacinal elevada, mais de 90%. É inevitável, nós vamos começar a ter o retorno dessas doenças: sarampo, catapora, rubéola”, diz o médico. De acordo com o profissional, as doenças irão “sobrecarregar o serviço de saúde”, que já está saturado devido aos dois anos de pandemia de covid-19. “Isso é uma vergonha, vai na conta de alguém, de quem trabalhou muito com a ideia de que vacinas não funcionam”, critica Caseiro. “Ainda que a vacina traga uma proteção individual, ela tem uma lógica de proteção coletiva”, ressalta. O médico enfatiza que não existe imunizante que proteja 100%, mas ressalta: as melhores vacinam trazem uma proteção de no máximo 95%. “Existem pessoas que tomam a vacina e não estão protegidas individualmente, mas se nós garantirmos uma cobertura vacinal alta, essas pessoas estariam protegidas indiretamente. Isso se chama imunidade coletiva”, finaliza. NúmerosTodas as cidades da Baixada Santista oferecem vacinação contra o sarampo, seguindo orientação do Governo de São Paulo. Na fase inicial da campanha contra a doença, Santos aplicou 675 doses, enquanto São Vicente vacinou 332 e Mongaguá imunizou 90 moradores. Em Guarujá, a vacinação aconteceu em 686 pessoas, Peruíbe imunizou 126 moradores, Praia Grande aplicou 370 doses e Bertioga vacinou apenas 12 pessoas. Itanhaém garantiu que a cobertura vacinal do município é de 99,55% da população e Cubatão não divulgou o balanço de imunizados.