[[legacy_image_28008]] Em 24 horas, aumentou em 2,5% o número de pessoas com sintomas da Covid-19 internadas na rede hospitalar de Santos. Na segunda, eram 274 pacientes e, nesta segunda, 281. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em dezenas de lojas, restaurantes e serviços Um total de 125 pacientes está nos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A taxa de ocupação dos 645 leitos Covid-19 está em 47%. Na rede pública, a ocupação dos leitos de clínica médica é bem menor, sendo de 22%. Dia a dia Só em Santos, foram confirmadas novas 15 mortes num intervalo de sete dias (9 de outubro e entre 11 e 16 de novembro) durante internação em hospitais públicos e privados. As vítimas são seis mulheres e nove homens. A Cidade registra agora 740 óbitos pela Covid-19. Também foram registradas mortes em Guarujá (4), Cubatão (3) e Itanhaém (3). Em Santos, a média móvel de mortes causadas por Covid-19 em sete dias aumentou 71,43% na comparação com a semana anterior. “É a pior semana desde o dia 22 de setembro”, explica o economista Mário Esteves. A região teve 181 casos e 25 mortes confirmadas no balanço da doença divulgado nesta terça pelas prefeituras. Com isso, já são 65.713 doentes desde o começo da pandemia, além de 3.330 mortos. Outras 4.483 pessoas aguardam resultados de exames, e 94 óbitos são investigados na Baixada. O infectologista Marcos Caseiro diz que a situação da Covid-19 é muito “grave na região. Nem saímos ainda da primeira onda”. Para o especialista, se não houver mudança no comportamento, as coisas só vão piorar. “As pessoas não pararam de se contaminar nem de morrer. A flexibilização foi muito prematura e isso se reflete na situação que temos visto”. Em conversa com colegas de profissão, ele diz que o assunto é recorrente: hospitais lotados e cada vez mais infectados com Covid-19. “Nós vimos o que aconteceu no resto do mundo e aprendemos muito pouco. Isso é muito triste, porque poderíamos ter evitado muitas mortes”. Quem concorda com ele é o assistente doutor da Divisão de Moléstias Infecciosas e Parasitárias do Hospital das Clínicas de São Paulo, Evaldo Stanislau. “O novo normal não é depois do vírus, mas conviver com ele. As pessoas estão se acostumando com a Covid-19 e isso é um perigo. No começo, ainda existia o medo. A máscara está para o coronavírus como a camisinha está para o HIV. Mas, nos dois casos, é preciso usar corretamente”. O aumento na demanda de pacientes tem acontecido desde o final de outubro, explica o também diretor da Sociedade de Infectologia. “Temos observado as pessoas confraternizando, se aglomerando e negligenciando o uso da máscara, como se a pandemia tivesse acabado. Essas pessoas fazem o vírus circular mais”. Ainda que os mais jovens estejam se expondo e se contaminando mais, o especialista explica que esse comportamento expõe a pessoa mais vulnerável. “A partir daí, se aumenta a demanda por internação e, depois, voltam a aumentar as mortes. É uma sequência lógica. O fogo estava abaixando e voltou a ser alimentado com esse comportamento das pessoas. Nós precisamos de rigor nas medidas básicas de higiene”.