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Comerciantes da Baixada Santista buscam whatsapp para driblar fase vermelha: 'Tentativa'

Poucos comerciantes foram vistos de portas abertas no 1º dia útil da fase de restrições imposta pelo Estado

Por: Rosana Rife  -  09/03/21  -  18:56
Comerciantes da Baixada Santista buscam whatsapp para driblar fase vermelha: 'Tentativa'
Comerciantes da Baixada Santista buscam whatsapp para driblar fase vermelha: 'Tentativa'   Foto: Alexsander Ferraz/AT

A segunda-feira (8) -  primeiro dia útil após o início da fase vermelha no Estado -  ainda levou bastante gente para as ruas da Baixada Santista. Na região central de São Vicente, por exemplo, o movimento nem de longe se parecia com dias normais, mesmo assim havia mais pessoas do que o esperado para o momento. Na porta de algumas grandes redes, havia fila para pagamento de carnês. E nem todos mantinham distanciamento.


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Ana Freire, 56 anos, aproveitou que tinha médico e saiu em busca de um tablet para o neto. Desempregada há 10 meses, ela conta que foi pega de surpresa. "Achei que a fase vermelha era só para o final de semana. Não sabia que seriam duas semanas".


Alternativa


Já outros comerciantes foram buscar nas redes sociais um alento para não ficar com o caixa vazio. A gerente de loja Letícia Raquel de Freitas, 35 anos, conta que a estratégia é fotograr roupas e tentar a venda via WhatsApp. Parte das portas do estabelecimento, na Praça Barão do Rio Branco,  ficou aberta apenas para destacar a vitrine, tentando chamar a atenção de quem passava. "Se houver interesse, vendemos pelo Whatsapp e entregamos na porta, como um delivery. Vamos fazer essa tentativa hoje".


A alternativa também está sendo utilizada por uma lojas de tênis, no Centro. O vendedor Matheus Souza, 27 anos, caprichava na limpeza da vitrine. De portas fechadas para o público, ela será mais do que nunca  a estrela da vez para não perder clientela. "É a primeira vez que estamos tentado vendas pelo Whatsapp. Já tiramos fotos dos produtos e deixamos a vitrine para chamar a atenção. Vamos ver como será. Não podemos perder clientes".


No Gonzaga, em Santos, lojas fechadas e placas de comercialização por delivery na maior parte delas era a cena mais comum de se ver.  Apenas uma arriscava manter vendedor para atendimento na porta do estabelecimento. Mas poucas pessoas circulavam pela manhã no local.


Com restrições, movimento tem queda no comércio de São Vicente
Com restrições, movimento tem queda no comércio de São Vicente   Foto: Carlos Nogueira/AT

O aposentado Germano Marcelino, 77 anos, era uma delas. Ele conta que só sai de casa para situações que considera emergenciais e anda com duas máscaras.


"Preciso pagar umas contas e vim em busca de lotérica aberta. Ainda não achei".


No Centro de Santos, poucas lojas estavam com as portas meio abertas, mas restringindo acesso ao público. O ZAP, no entanto, virou opção de muitos estabelecimentos para sobreviver a essas duas semanas de restrições impostas pelo Governo do Estado.


É o que estava fazendo a comerciante Andrea Souza Nogueira, 49 anos. Ela deu férias para dois empregados e pensa fazer o mesmo com uma terceira  colaboradora, se as vendas forem baixas. "Daí fico somente com  uma funcionária me ajudando no serviço pela internet, porque não tenho muito o que fazer diante dessa situação. É assim que vou tentar sobreviver".


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