Baixada Santista tem diminuição no número de crimes

Mortes violentas, por exemplo, passaram de 117 para 112 nas nove cidades da região

Por: Maurício Martins  -  02/12/18  -  00:11
  Foto: Irandy Ribas/AT

O número de homicídios dolosos (intencionais) teve queda na Baixada Santista no acumulado de janeiro a outubro, segundo as estatísticas da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP). Os assassinatos caíram 4,3% em comparação com o mesmo período do ano passado. As mortes violentas passaram de 117 para 112 nas nove cidades da região.


O comandante da Polícia Militar (PM) na Baixada Santista e Vale do Ribeira (CPI-6), coronel Rogério Silva Pedro, afirma que a série histórica mostra diminuição dos assassinatos ao longo dos anos. Por isso, a estratégia de policiamento será mantida.


“Temos trabalhado em conjunto com a Polícia Civil no levantamento de dados e preservação de locais de homicídios para auxiliar as investigações e elucidação dos crimes. Há troca de informações entre as polícias. Além disso, sempre que ocorre uma morte, a PM faz a operação saturação (maior efetivo em tempo prolongado) nas imediações daquela região”.


Patrimoniais


Os roubos, furtos e latrocínios recuaram de janeiro a outubro deste ano, em relação ao registrado no ano passado. O dado mais positivo foi referente a latrocínios – roubos seguidos de mortes –, com menos 41,2%, de 17 para dez casos.


Roubos de veículos tiveram queda de 32,5%, passando de 2.378 para 1.604. Também caíram os roubos gerais (18,6%, de 15.742 para 12.807), os furtos de veículos (16,8%, de 3.219 para 2.678) e os furtos gerais (6,4%, de 20.402 para 19.093).


“A PM está abordando bastante, tentando retirar armas das ruas, e aproximando o policiamento de áreas com maior incidência para inibir o infrator”, diz o coronel. Ele ressalta que, a partir deste mês, 100 bicicletas e 52 viaturas serão acrescidas ao policialmente regional.


Estupros


Das principais ocorrências, o estupro é a única que segue em alta: 49,6%. Foram 272 no ano passado, contra 407 em 2018.


“O estupro clássico caiu 27,8%. Aumentou o de vulnerável, cometido dentro de casa contra crianças, com pessoas da relação da família: 176,6%”, diz o comandante, ao salientar “um trabalho com as prefeituras e conselhos tutelares, incentivando denúncias e diminuindo a subnotificação”.


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