[[legacy_image_16704]] O auxílio emergencial pago pelo Governo Federal por conta da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus injetou cerca de R\$ 1,4 bilhão na economia da Baixada Santista. Os valores foram liberados entre abril e julho a 566 mil pessoas nas nove cidades. Praticamente três em cada dez moradores da região receberam ajuda. Os dados são do Ministério da Cidadania. Nesta quarta-feira (5), uma nova parcela do benefício começou a ser depositada pela Caixa Econômica Federal a nascidos em maio que já estavam no calendário do Governo Federal, o que levou muita gente às agências da região. Guarujá, com R\$ 260,2 milhões, São Vicente, com R\$ 252 milhões, e Praia Grande, com R\$ 247,1 milhões, são os municípios que concentraram os maiores repasses federais. São pagas parcelas de R\$ 600,00 ou R\$ 1,2 mil, no caso de mães que são chefes de família. Estão na lista dos beneficiados pessoas que trabalham no mercado informal, microempreendedores individuais (MEIs) ou desempregados, inscritos no Bolsa Família (caso o valor seja menor que o do benefício emergencial) ou Cadastro Único (CadÚnico), desde que tenham mais de 18 anos e renda de até três salários mínimos (R\$ 3.135,00) por família. Socorro Marcos Paulo Aprígio Gonçalves de Oliveira, 24 anos, recebe o auxílio emergencial. Desempregado há três anos, coleta material reciclável pelas ruas de Santos para engrossar o orçamento mirrado da família, que se resume ao Bolsa Família. “Sou carroceiro. Com a coleta tirava R\$ 30,00 por dia, mas os preços caíram na pandemia. O dinheiro uso para a comida. Tenho mulher e seis filhos e pago aluguel de R\$ 350,00. O auxílio ajuda muito”. Mauro da Cunha, 23 anos, esteve ontem em um agência da Caixa para regularizar dados e receber nova parcela do auxílio. Com uma filha para chegar daqui a um mês, também viu o benefício bater na porta em boa hora. Ele ficou desempregado por um mês na pandemia. Agora trabalha com os sogros, mas a situação inspira cuidados. “Estava com as contas atrasadas, agora comecei a sair do vermelho. Como minha filha vai nascer, as despesas aumentam”. Impacto Para o professor e administrador financeiro Márcio Colmenero, além de ajudar diretamente pessoas afetadas pela crise provocada pela covid-19, os recursos representaram um fôlego e tanto à Economia regional. O comércio e o setor de serviços sentiram de forma severa os impactos da pandemia, com restrições nos últimos meses que impediram a abertura de diversas lojas e limitaram o funcionamento de outras. “Principalmente porque muita gente acabou usando esses R\$ 600,00 para alimentação e bens essenciais. Então, a Economia local gira, o minimercado, padaria e alguns setores de serviços também são beneficiados. Há ainda a proposta para estender o benefício em discussão em Brasília. Seria mais um reforço para o caixa de micro e pequenos empresários”.