[[legacy_image_122035]] Um ataque de tubarão que ocorreu na última quarta-feira (3), em Ubatuba, litoral norte de São Paulo, chamou atenção da população da Baixada Santista. Pelas redes sociais, internautas especularam se o aparecimento do animal seria um alerta para novos casos. No entanto, segundo a bióloga Leda Maria Giovannetti Antonio, de 40 anos, a situação foi atípica e rara. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O homem atacado no litoral norte foi levado para um hospital de Caraguatatuba com cortes profundos e longos, com até dez centímetros, acima do tornozelo. No entanto, não foi possível confirmar o tipo de tubarão. Leda afirma que a situação não é comum, mas existem tubarões pela região. "Os cações, comumente consumidos por nós, são uma espécie de tubarão. Comum no nosso litoral, vivem em ilhas e até no raso, mas em harmonia com o ambiente, se alimentando de tartarugas e outros animais. Fazem parte da fauna e cadeia alimentar local", explica. Apesar do caso ser considerado raro nas praias da região, a bióloga afirma que os animais podem atacar quando se sentem ameaçados ou capturados por pescadores. Além disso, o excesso de banhistas pode interferir em um período importante na vida desses animais, a reprodução. "Na época do verão, em que ocorre o período de reprodução desses animais, eles podem chegar mais próximos da costa. Isso não significa que os ataques ocorrerão. Porém, o aumento do número de banhistas nas praias do litoral de SP pode gerar outras situações isoladas, como esta ocorrida em Ubatuba", alerta. [[legacy_image_122036]] Ataques não ocorriam no litoral de SP há mais de 30 anos O caso ocorrido com o turista francês na Praia do Lamberto, em Ubatuba, foi o primeiro em três décadas. O homem sofreu ferimentos profundos na perna e precisou de atendimento hospitalar. A vítima já retornou para a Europa. Na última quarta (3), o homem foi surpreendido pelo tubarão com água pela cintura, quando sentiu algo na perna direita. Ele não chegou a ver o animal, mas gritou pedindo ajuda. Após ouvir mais relatos da família e analisar novas imagens, o especialista Otto Bismark, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), confirmou a dentada do tubarão.