[[legacy_image_159294]] O aumento de 24,9% aplicado pela Petrobras no preço do óleo diesel para as distribuidoras, já com reflexos para o consumidor nos postos, faz a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) insistir na aprovação de um projeto de lei pela Câmara dos Deputados: o que transfere para o Governo Federal a responsabilidade de custear a gratuidade no transporte coletivo para maiores de 65 anos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Essa proposta já passou pelo Senado em fevereiro e prevê que, até 2024, a União reservasse R\$ 5 bilhões anuais, retirados de royalties da exploração de petróleo, para custear a tarifa zero para idosos dessa faixa etária. O debate mais recente da FNP a respeito ocorreu na sexta-feira (11), de forma virtual, e teve entre os participantes o secretário de Transportes de Praia Grande, Leandro Avelino. Em Praia Grande, o reajuste da tarifa está sendo aplicado por etapas: em fevereiro, passou para R\$ 4,80 e, em maio, subirá para R\$ 5,35, a mais alta da região. Avelino nada disse, mas essa correção pode ser ainda maior. O motivo é que, segundo cálculo da FNP, o aumento no preço do diesel poderá significar 6,6% a mais nos custos de operação do transporte coletivo. Se esse índice fosse aplicado aos R\$5,35, a tarifa nos coletivos praia-grandenses passaria a custar R\$5,70—6,6% de R\$ 5,35 equivalem a 35 centavos. Diferentemente de Santos, que subsidia parte da tarifa, com repasse mensal de R\$ 1,1 milhão à Viação Piracicabana (eram R\$800 mil até fevereiro), Praia Grande não usa tal sistema para amenizar reajustes tarifários. A Prefeitura santista já declarou que, sem o aporte, o preço na catraca alcançaria R\$ 6,00.