[[legacy_image_345255]] Nos anos 1980, A Tribuna iniciava a substituição das máquinas de escrever por terminais de vídeo computadorizados. O chamado sistema a frio foi desativado em 1986. Até o ano anterior (1985), repórteres e editores datilografavam as matérias em laudas e os diagramadores desenhavam as páginas em diagramas de papel. As laudas eram liberadas aos digitadores, e os diagramas, para os gráficos do past-up. Os digitadores reescreviam as matérias em uma máquina chamada Varicomp, que produzia o texto em uma fita perfurada, tipo a do telex. A fita era lida por um computador, que imprimia a matéria em colunas contínuas. Depois, elas eram recortadas com estiletes e montadas no sistema de fotocomposição. A partir daí, o setor de fotomecânica preparava um fotolito da página e criava a chapa para a rotativa da gráfica. Com a eliminação desse processo e a introdução de novas máquinas, não era necessário o profissional de digitação, que passou a trabalhar diretamente na formatação das matérias em computadores. No fim da década de 1980, Giusfredo e Roberto Mário Santini se preparavam para mais um grande salto tecnológico em A Tribuna. Em 1989, eles encomendaram, nos Estados Unidos, uma nova rotativa: a Goss Urbanite. A máquina tinha avançado sistema de impressão e exigiria instalações próprias para seu funcionamento. Mas um dos grandes comandantes de A Tribuna, Giusfredo Santini, não viu o equipamento em ação. Ele morreu em 20 de novembro de 1990, aos 93 anos. O luto foi demonstrado pelo jornal no dia seguinte ao falecimento. Na capa, a foto dele com um largo sorriso. Na reportagem, detalhes a respeito do homem atuante e ilustre cidadão. Centenas de manifestações carinhosas de autoridades e pessoas de todas as áreas se avolumaram. Os títulos de duas matérias publicadas na data justificavam: “Um homem querido e respeitado por todos” e “Longa vida de trabalho e dignidade”. Nos textos, os detalhes que estavam nas lembranças de todos. “Alegre, extrovertido, franco, trabalhador, satisfeito na companhia dos netos e dos jovens, sociável, religioso, aberto ao contato com as pessoas e aluno aplicado da escola da vida. Sua história faz parte da própria história de A Tribuna. Assim era Giusfredo Santini, que por mais de 30 anos dirigiu este jornal, a partir de 1959, sucedendo a seu sogro, Manoel Nascimento Júnior”, destacava o texto. O velório, realizado na capela da Santa Casa de Santos, reuniu familiares, amigos, representantes de diferentes segmentos da comunidade e funcionários de A Tribuna. Depois, o corpo saiu em cortejo para o Cemitério do Paquetá, transportado por uma viatura do Corpo de Bombeiros. Batedores da Polícia Militar abriram caminho para que passasse a fila dupla de carros. No percurso, como não poderia deixar de ser, foi feita uma parada em frente ao prédio de A Tribuna, na Rua João Pessoa. “A sirene tocou por aproximadamente dois minutos, e funcionários de A Tribuna se despediram com uma chuva de papel picado. A emoção também era sentida por populares e comerciantes.”