Boa notícia para a economia da Baixada Santista. Segundo o levantamento de abril do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, a região teve saldo positivo de vagas formais, com 1.571 postos de trabalho criados, frutos de 14.857 admissões e 13.286 demissões. O saldo é quase quatro vezes mais que o registrado em abril do ano passado – 396 vagas. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! No acumulado do primeiro quadrimestre deste ano, a Baixada Santista tem saldo positivo de 4.561 postos de trabalho, com 58.468 admissões e 53.907 desligamentos. O número também é melhor que o mesmo período do ano passado, onde o saldo positivo foi de 1.250 vagas (46.226 admitidos e 44.976 demitidos). Santos liderou o ranking de contratações em abril, com 6.513 postos, seguido de Praia Grande (2.670) e Guarujá (1.701). As três cidades também lideram o ranking de demissões – Santos teve o maior número, com 5.735, seguida por Praia Grande (2.195) e Guarujá (1.419). “Esse saldo reflete também a pequena melhora da atividade econômica do País, com baixa da inflação e da taxa de juros, o que impulsiona as empresas a contratarem. Podemos crer que, até o final do ano, o desemprego poderá cair mais”, explica o economista Luciano Simões. Setor de Serviços lidera No caso de Santos, as contratações foram distribuídas, majoritariamente, para o setor de serviços, dono de um saldo positivo de 639 vagas (4.358 admissões e 3.719 demissões). Simões lembra que a maioria das vagas abertas foi para o segmento de Atividades Administrativas e Serviços Complementares, como os cargos de serviço de contabilidade, recepção, preparação de material para envio por correio, arquivamento de documentos, preparo de folha de pagamento e coworking. As áreas de atividades financeiras e seguro também tiveram saldo positivo. “Outros destaques foram as vagas de Transporte, Armazenagem e Correios, bem como as vagas de Saúde e Serviços Sociais, além de Educação, Alojamento e Alimentação”, acrescenta. Comércio O setor do comércio também teve sua participação no ranking do emprego em Santos, com 1.356 contratações e 1.307 desligamentos – um saldo positivo de 49 vagas. Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista e Vale do Ribeira, Omar Abdul Assaf, a expansão de lojas de conveniência e minimercados ajudaram a ‘puxar a conta’ em favor do setor de serviços. Mas, para ele, o comércio não deve se preocupar com os números aferidos pelo Caged. “Ainda abrimos vagas e, nesta época, normalmente estaríamos apenas tirando. É sinal de que está havendo um certo equilíbrio. O comerciante pensa duas vezes antes de contratar, porque sabe que o custo não é baixo, por conta dos encargos. Mas, enquanto está vendendo, não demite”, avalia. Otimismo para o semestre Para ele, o segundo semestre será promissor em termos de ganhos para o setor. “Com quadro enxuto, não tem onde queimar. Depois que passar julho e agosto, será difícil termos muita demissão, porque já estarão esperando pelas boas datas do final de ano”, acrescenta Assaf. O economista Luciano Simões entende que a diferença entre a participação dos setores de serviço e comércio no emprego da Baixada Santista se deve ao chamado ‘perfil negocial’ das cidades. “Santos, por exemplo, consegue pelo Turismo, uma veia contratante presente nos shoppings, por exemplo. Já pelo lado empresarial, com as micro e pequenas empresas do complexo econômico santista, a Cidade gera vagas de perfil administrativo e técnico”, analisa.