Na Baixada Santista, 142 vereadores foram eleitos e assumem em 2025 (Vanessa Rodrigues/AT) A renovação do Legislativo nas nove cidades da Baixada Santista será de 49,3%. Dos 142 vereadores eleitos, 70 são novos ou voltando ao cargo. Há quatro anos, em 2020, também haviam sido 70 nomes. Mas a proporção tinha sido de 51,5% porque o número de cadeiras era inferior: 136. A mudança na quantidade total se deve ao ganho de vagas em três cidades — quatro em Praia Grande, duas em Bertioga e duas em Guarujá. (Veja fotos mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Os números não surpreenderam o cientista político e responsável pela metodologia e RI do Instituto de Pesquisas A Tribuna (IPAT), Alcindo Gonçalves. “Nas eleições legislativas, os detentores de mandatos, obviamente, levam vantagem na disputa, por já estarem lá, pelos trabalhos realizados e por terem ganhado, pelo menos, uma eleição ou, às vezes, várias, tendo bases consolidadas. Como o voto é individual e nominal, favorece bastante os que já estão no exercício”, argumenta. A cidade com índice mais alto de renovação parlamentar foi Mongaguá, com 69,2% (nove das 13 cadeiras), Depois, Peruíbe, com 60% (nove das 15), Itanhaém, também com 60% (seis das dez), Cubatão (53,3%, com oito dos 15 lugares), Praia Grande (47,8%, com 11 dos 23), Guarujá (47,4%, nove dos 19), Bertioga (45,4%, cinco dos 11), Santos (38,1%, oito dos 21) e, na última colocação, São Vicente, com 33,3% (cinco de 15) — esta última tinha liderado a renovação quatro anos antes, com 66,6%. Mulheres O número de mulheres nas câmaras da região aumentará. Dos 142 vereadores eleitos, elas serão 16, ou seja, 11,3% do total. Em 2020, eram 12 de 136 legisladores (8,82%). Mulheres foram as mais votadas em duas cidades: Bertioga e Santos. Não há nenhuma em Cubatão, Itanhaém e São Vicente. “Apesar de haver legislação que obriga os partidos a terem 30% de candidatas mulheres, percebe-se que isso não se traduz ainda no resultado. Acredito que muitas delas são chamadas perto das eleições para preencher esse número e não são, necessariamente, competitivas. Um segundo ponto é que a política do Brasil ainda é um espaço essencialmente masculino”, explica Gonçalves.