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Domingo

9 de Agosto de 2020

Doria diz que regiões com taxa crescente de Covid-19 não terão flexibilização

Governo do Estado vai informar possível reclassificação de áreas paulistas às quartas-feiras, com base a evolução dos casos na última semana

O governador João Doria (PSDB) apresentou, na tarde desta segunda-feira (1º),  detalhes sobre os critérios de reclassificação das áreas administrativas conforme as diretrizes no Plano São Paulo, que prevê a reabertura gradual de segmentos econômicos paulistas. Eventual mudança nas fases de flexibilização será anunciada  às quartas-feiras, com base aos dados de taxa de contágio, número de óbitos e capacidade de leitos no acumulado na semana anterior à análise. 

Conforme o planejamento, as regiões serão avaliadas um dia antes do anúncio, com base aos protocolos sanitários do planejamento que permite a retomada econômica de serviços e atividades não essenciais durante a pandemia. “Melhor garantir a reabertura gradual, de uma forma segura, do que depois retroceder com o fechando  (do comércio). Aí o prejuízo seria grande”, afirma o governador. 

Com isso, Doria sinaliza que a possibilidade de a Baixada Santista ser reclassificada pelo Estado e ter maior flexibilização da quarentena pode ser anunciada nesta quarta-feira (3). Na sexta-feira (29), o Estado admitiu que a região deve passar da fase 1 (vermelha, apenas com liberação de serviços essenciais) para a etapa 2 (laranja). O posicionamento foi tomado após reunião de prefeitos locais com técnicos do Estado. 

Caso ocorra essa mudança, atividades como escritórios, imobiliárias, shoppings e o comércio poderão reabrir, mas com restrições. Essa liberação do Palácio dos Bandeirantes é aguardada pelas cidades regionais para permitir a reabertura do comércio. A exceção é São Vicente, que desde essa segunda-feira (1º), permitiu a retomada das atividades comerciais, por meio de uma lei municipal sancionada no sábado (30), 

O secretário Estadual de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, garante a reclassificação ocorrerá com base a critérios técnicos, e não por meio de pressão dos prefeitos. “Todos os municípios que estão na fase vermelha (a mais rígida e na qual a Baixada Santista se enquadra) querem ir para a laranja (fase 2). Já quem está na laranja deseja ir para amarela (fase 3). O Estado também quer ir, mas com segurança”, diz ele. 

O titular da pasta acrescenta que “o modelo de retomada consciente” da economia paulista é “pactuado com os prefeitos”. Segundo ele, a adoção de regras de isolamento e uso de máscaras reduziram em 30% as previsões de mortes, estimadas pelos modelos matemáticos do Centro de Contingenciamento Paulista. 

Plano São Paulo

Nesta segunda-feira (1º), teve início para permitir a retomada econômica de serviços e atividades não essenciais no Estado. A regra menos rígida não alterou a quarentena, que continua em vigor em todo o território paulista até dia 15. O planejamento adora diretrizes específicas para cada uma das fases que permite o retorno gradual e seguro da atividade econômica. 

São ao todo cinco fases. A primeira prevê mais restrições (é justamente essa que a Baixada Santista está alocada). A fase 5 é aquela em que há mais atividades liberadas, mas também seguindo mecanismos de controle. O cálculo que define em qual fase uma região está leva em conta, por exemplo, a capacidade do sistema de saúde da região e a evolução do número de casos, internações e óbitos provocados pela Covid-19. 

A escala das fases será aplicada a 17 regiões do território paulista, de acordo com a abrangência dos DRSs (Departamentos Regionais de Saúde), que são subordinados à Secretaria de Estado da Saúde. São os DRSs que determinam a capacidade de atendimento, transferências de pacientes e remanejamento de vagas de enfermaria e UTIs nos municípios.  

Repasses  

Doria anunciou o repasse de R$ 500 mil e a doação de mil mobiliários, entre camas e colchões, para a implantação de alojamentos provisórios designados prioritariamente às pessoas em situação de rua. A ação ocorrerá nos 50 municípios mais populosos do estado, em mais uma ação de enfrentamento à pandemia causada pelo  coronavírus.   

“Foram escolhidas cidades com mais de 100 mil habitantes, com maior número de pessoas em situação de rua e de acordo com os dados dos municípios e da Fundação Seade”, garante. 

Os critérios técnicos para escolha dos municípios foram baseados no número de famílias e pessoas em situação de rua; incidência de casos de Covid-19. Cada município deverá firmar um termo de aceite para obter, como benefícios emergenciais. O custeio das unidades ficará a cargo das Prefeituras.  

“O governo de São Paulo cumpre o seu dever ao criar formas efetivas de atender e acolher pessoas em vulnerabilidade e fortalecer as medidas de isolamento social nas cidades de grande adensamento populacional”, afirma a Secretária de Desenvolvimento Social, Célia Parnes.

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