A motivação do protesto foi a negativa da direção em suspender as aulas durante a onda de calor (Acervo Pessoal) Alunos da Escola Técnica Estadual (Etec) na extensão Afonso Schmidt, de Cubatão, reclamam sobre as aulas não terem sido suspensas durante a onda de calor que atingiu a Baixada Santista. Os estudantes também denunciam que, pelo menos, dois professores passaram mal em sala de aula, e que os alunos não foram transferidos para outro local onde as aulas pudessem ocorrer. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Por causa disso, os estudantes realizaram uma manifestação reivindicando melhores condições. Segundo os estudantes, a falta de ventiladores torna o calor excessivo. O protesto ocorreu no último dia 25, uma terça-feira. Alunos que optaram por não se identificar revelaram que a situação levantou preocupações quanto ao bem-estar dos docentes e ao desempenho acadêmico dos estudantes. A precariedade da estrutura da unidade de ensino revolta os alunos. “Essa situação mostra claramente que só existe a ETEC sede, a classe descentralizada fica excluída. Todos pagamos e passamos igualmente no Vestibulinho. Foi assegurado para nós um ambiente de ensino de qualidade, e não é o que vem acontecendo. Isso é uma total falta de respeito”, desabafou uma das alunas que cursa o 3° Módulo do Técnico em Administração. Reunião com a direção De acordo com os alunos, uma reunião com a direção da escola foi realizada para buscar soluções para os problemas. No entanto, a resposta obtida foi de que os recursos vêm do governo estadual e não do Centro Paula Souza (CPS), e que não poderia acontecer a transferência das aulas para a sede, como solicitado por eles. A resposta gerou revolta entre os alunos. Um dos estudantes se indignou com a situação. “Nós pedimos também para as aulas serem remotas. Além dos alunos, os professores também sofrem. Dois deles já passaram mal por conta do calor absurdo que é naquela escola. Os ventiladores não funcionam e ventilam o chão”, revelou. Problemas de infraestrutura Segundo os alunos, as aulas de informática, obrigatórias na grade de ensino, estão com os computadores inadequados para o uso acadêmico e com mau funcionamento. Diante da falta de solução imediata, os estudantes seguem mobilizados e buscam apoio para que suas reivindicações sejam atendidas. Posicionamento Em nota, o Centro Paula Souza (CPS) disse que "lamenta o desconforto enfrentado pelos alunos da classe descentralizada", em razão das altas temperaturas, e disse que os estudantes serão acomodados em salas mais ventiladas. "As Classes Descentralizadas (CDs) do CPS são unidades que funcionam com um ou mais cursos, sob a administração de uma Etec, por meio de parcerias com prefeituras e com a Secretaria Estadual da Educação (Seduc-SP). A qualidade do ensino profissional ofertado aos alunos é a mesma da Etec", ressaltou o CPS no posicionamento.