O Sindicato dos Professores Municipais de Cubatão (SindPMC) e um grupo de professoras aposentadas estão obstruindo a frente da Câmara Legislativa desde a última terça-feira (18). O movimento é consequência de uma ação tomada em outubro de 2022, quando mais de 100 educadores tiveram 50% dos proventos cortados de forma arbitrária, mesmo tendo contribuído por décadas e com jornada ampliada. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Em abril deste ano, a legislação foi alterada para revisar as aposentadorias cortadas, mas os profissionais alegam que a Lei não está sendo posta em pauta pelo município. Em 11 de junho, o SindPMC compareceu em uma reunião na Câmara, mas os vereadores que agendaram o encontro não apareceram, o que piorou o caso. Segundo o Sindicato, os protocolos e ofícios são feitos e enviados mas a prefeitura simplesmente não responde. O atual secretario de Governo, Fabrício Lopes, posteriormente, afirmou ter ciência da situação, mas alegou que precisava estudar melhor para entender o caso, que já vai completar dois anos. SindPMC compareceu em uma reunião na Câmara, mas os vereadores que agendaram o encontro não apareceram (Reprodução) Maikon Rodrigues, diretor do SindPMC, afirmou que as situações financeiras das colaboradoras estão cada vez mais sérias. "Estão se endividando e tendo que fazer bicos para sobreviver. Por isso que estamos pressionando agora. Conseguimos o apoio dos vereadores de oposição, para provocar a obstrução da sessão da Câmara em respeito a essas ex servidoras", comenta. Uma das prejudicadas, Eliane Gonçalves, de 61 anos, fez parte do grupo que acampou no local, na última terça-feira (25). "É uma injustiça. Nós contribuímos esse tempo todo, estávamos estabilizadas, programando aquele dinheiro, de repente, recebemos a notícia do corte. Foi um baque muito grande. Eu fiquei deprimida e sem animo porque não sabia o que fazer para poder cobrir as contas do mês", relata. "Eu tenho financiamento e fiquei com medo de perder meu apartamento. Tenho filha na faculdade, mãe em residencial pra idosos e a gente não tem de onde tirar forças, pois todo mês é uma agressão. Acabei cortando muitas coisas na minha vida, não faço viajo nem nada. Faço bijuterias para poder vender e completar a renda", ressalta a ex-professora. Grupo acampou no local, na última terça-feira (25) (Reprodução) "Nessa batalha, a gente acaba se fortalecendo um no outro. Nem todo mundo tem estado mental para ficar ali, mas a gente segue, porque não tem outro caminho", conclui. A reportagem de A Tribuna entrou em contato com a Prefeitura de Cubatão, buscando um posicionamento sobre o caso, mas não obteve resposta até a data de publicação desta matéria.