Desaprovação do prefeito supera aprovação por 49,1% a 45,5% (Alexsander Ferraz/AT) No oitavo e último ano de dois mandatos consecutivos, o governo do prefeito de Cubatão, Ademário Oliveira (PSDB), divide eleitores entrevistados pelo Instituto de Pesquisas A Tribuna (IPAT). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A soma dos conceitos ótimo e bom atribuídos à gestão equivale a 33,1%, com 10,8% de ótimo e 22,3% de bom. A nota regular totalizou 34,9%. Ao se juntarem as opiniões ruim e péssimo, chega-se a 29,7%, com 7,5% para a primeira e 22,2% para a segunda. Não souberam responder 2,3%. Ao se restringirem as opções de avaliação aos entrevistados, perguntando-se a eles se aprovavam ou desaprovavam a maneira como Oliveira administra a Cidade, houve 49,1% de desaprovação e 45,5% de aprovação. Um empate técnico, considerando a margem de erro de quatro pontos do levantamento. Não souberam opinar 5,4%. Ao tratar da gestão atual e afirmar o que o próximo prefeito deve fazer, 32,1% sugeriram mudar apenas algumas coisas; 25,6%, manter boa parte do que foi feito; 25,1%, mudar tudo que se fez; 16%, manter tudo, e 1,2% não soube declarar. VALOR DO APOIO Ademário Oliveira também provoca divisão enquanto cabo eleitoral. Conforme o IPAT, não votariam de jeito nenhum em um candidato apoiado por ele 43,1%, enquanto 31,3% votariam com certeza, 23,8% poderiam votar, dependendo do candidato, e 1,8% disse não saber. Assim vale para outros políticos. No caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 40,9% jamais votariam em um indicado por ele, 38,2% o fariam com certeza, 19,9% poderiam fazê-lo e 1% não sabe. Se o apoiador fosse o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), 50,1% nunca votariam; 30,8% sim, com certeza; 18,3% poderiam votar e 0,8% não sabe. Os melhores resultados foram relativos ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos): 34,7% votariam com certeza em um candidato apoiado por ele, 33% não o fariam de jeito nenhum, 28,5% poderiam votar, dependendo do candidato, e 3,8% não souberam responder à questão. Entre os consultados, 50,9% eram mulheres, e 49,1%, homens; 12,1% tinham de 16 a 24 anos; 19,6%, de 25 a 34; 22,7%, de 35 a 44; 26,4%, de 45 a 59, e 19,2% responderam ter 60 anos de idade ou mais. Declararam renda individual até dois salários mínimos (R\$ 2.428,00) 56,4% dos entrevistados; 19,6%, de dois a três; 7,2%, de três a cinco; 3,6%, acima de cinco; 9% não quiseram informar, e 4,2%, sem renda. Dos eleitores ouvidos pelo IPAT, 57,8% tinham Ensino Médio completo e incompleto; 27,4%, Fundamental completo e incompleto; 13,4%, Superior completo e incompleto; 1,1% era analfabeto; 0,3% não disse. Vinte e nove por cento dos entrevistados afirmaram ter recebido vídeos ou textos nas redes sociais com informações sobre possíveis candidatos a prefeito de Cubatão. Deles, 19,7% passaram o material adiante sem verificar a veracidade. Na pesquisa estimulada, César Nascimento se saiu melhor entre homens (44,9%), pessoas de 25 a 34 anos (46,7%), eleitores sem renda (46,2%) e entrevistados com nível escolar Fundamental completo e incompleto (51,2%). REGISTRO O IPAT ouviu 613 eleitores com 16 anos ou mais, pessoalmente, na 2a-feira. A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos. Encomendada por A Tribuna, a pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral e protocolada sob o número SP-00125/ 2024. Nível de confiança: 95%.