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Segunda-feira

13 de Julho de 2020

'Gemidão do WhatsApp' interrompe sessão da Câmara de Cubatão; vídeo

Áudio constrangedor vazou durante encontro virtual com vereadores. Casa apura eventual ‘invasão’ na transmissão

Febre que varreu as redes sociais há pouco mais de três anos – e considerado uma brincadeira já superada –, o envio de áudios constrangedores interrompeu a sessão extraordinária da Câmara de Cubatão. O popular gemidão do Whatsapp vazou durante a transmissão do encontro virtual na tarde desta terça-feira (12), fazendo com que os trabalhos fossem suspensos para mudança de servidores. 

A suposta interferência no sinal ocorreu durante debates de parlamentares que cobraram da administração municipal medidas mais efetivas para lidar com o avanço do novo coronavírus em Cubatão. Dados da Secretaria de Saúde sinalizam um aumento na curva de contágio e de óbitos em razão da pandemia não para de crescer na cidade. O Legislativo já abriu apuração para identificar os responsáveis pela brincadeira de gosto duvidoso.

Vazamenro de áudio fez com que os trabalhos fossem interrompidos (Reprodução)

O primeiro gemidão vazado se deu durante a fala do vereador Rafael Tucla (Progressistas), que cobrava ações mais enérgicas do poder público cubatense diante a escalada da pandemia. No vídeo oficial da transmissão, no qual ATribuna.com.br teve acesso, é visível o descontentamento do parlamentar durante a invasão do áudio constrangedor. “Meu Deus”, indignou-se, ao cobrar providências da Mesa Diretora. 

Segundo a Câmara de Cubatão, o som pode ter origem no público externo, “possivelmente uma invasão no link da transmissão da TV Câmara Cubatão”. Em nota, a assessoria da Casa explica que sessão teve que ser interrompida para que o link da transmissão fosse alterado. 

O presidente da Câmara cubatense, Fábio Roxinho (MDB), lamenta a situação embaraçosa. O parlamentar afirma que Assessoria Jurídica da Casa de Leis “tomará as devidas providências para responsabilizar os culpados pelo vazamento do áudio”. Além de condenar o ato, o chefe do Legislativo afirma que o momento crítico pelo qual a sociedade atravessa não permite esse tipo de brincadeira. 

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