[[legacy_image_3985]] Especialistas consultados por A Tribuna acreditam que uma grande quantidade de candidaturas ao Executivo tende a beneficiar o candidato da situação, principalmente se o nome disputará a reeleição. Em Cubatão, por exemplo, dos três prefeitos que tentaram a reeleição, apenas um não conseguiu: em 2000, Nei Serra (PTB) foi superado por Clermont Castor (PL) por uma diferença de apenas 2.768 votos. Em 2004, Clermont conseguiu renovar o mandato por mais quatro anos. Em 2008, Marcia Rosa venceu e repetiu o feito em 2012. Na avaliação do advogado Tunico Vieira, que também é professor de Ciências Políticas da Universidade Metodista, as chances de reeleição dos prefeitos são grandes. “É muito difícil que um nome que já está na Administração não consiga obter, no mínimo, 25% dos votos no 1º turno. Por esse motivo, o melhor dos mundos para o atual prefeito é uma maior quantidade de adversários”. Segundo o docente, se o atual mandato tiver um avaliação entre 40% e 50% de ótimo/bom, dificilmente alguém passará a marca dos 25% dos votos válidos no 1º turno, principalmente se houver uma pulverização de postulantes ao cargo. A pesquisadora e professora universitária Jacqueline Quaresemin entende que os políticos que já estão no governo normalmente saem em vantagem diante dos adversários, mas isso não é garantia de vitória. “É um ano de muitas incertezas e muitas coisas podem surpreender. Será uma campanha eleitoral curta e diferente em relação às anteriores, devido ao fim da coligação proporcional (nas candidaturas a vereador)”.