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Terça-feira

7 de Julho de 2020

Coronavírus: Baixada Santista tem 1.251 pessoas contaminadas a cada 100 mil habitantes

Dados são referentes ao período de 15 dias após a flexibilização na região

Em exatos 15 dias depois da Baixada Santista passar da Fase Vermelha para a Fase Laranja, quando houve a flexibilização de comércios e outros setores, o índice de contaminação cresceu 0,42%. Isso quer dizer que são 1.251 pessoas contaminadas a cada 100 mil habitantes na região (1,25%).

As cidades com maior crescimento no número de infectados foram Cubatão, com aumento de 0,81%; Bertioga, com 0,72%; e Santos, com 0,56% a cada 100 mil habitantes.

O período considerado pela Reportagem foi do dia 15 de junho até esta segunda-feira (29). Foram utilizados números de casos e mortes confirmados, em balanços enviados diariamente à Redação pelas secretarias de Saúde de cada cidade.

Já com relação às mortes, o aumento foi bem menor. Santos lidera a lista, com 0,03%; seguida de Cubatão, com 0,02%; e Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Praia Grande e São Vicente empatadas com 0,01%.

Segundo o infectologista Ricardo Hayden, os reflexos da flexibilização serão vistos entre o final desta semana e o começo da próxima.

“Não dá para ser vidente na medicina. Precisamos aguardar o tempo necessário para observar como será a situação. Mas o fato é que o vírus está circulando muito mais na região”.

Para o especialista, que também é membro da Comissão de Controle de Infecção do Hospital Guilherme Álvaro, é preciso respeitar as regras de contenção da doença, já que cada vez mais pessoas passarão a circular pelas ruas da região.

“Devemos redobrar o respeito aos protocolos para diminuir riscos, como evitar que os ônibus fiquem lotados. Muitas pessoas ainda não usam máscaras ou usam errado, deixando o nariz para fora. Um limite de pessoas deve usar o transporte coletivo, para evitar aglomeração. São essas atitudes que pioram os números”.

O também infectologista Jacyr Pasternak, do Hospital Israelista Albert Einstein, explica que houve diminuição do reflexo do aumento no índice de contaminação com relação aos leitos ocupados.

“Estamos observamos uma queda no número de casos graves. os últimos dados estão mais animadores. As pessoas internadas hoje são as com pré-disposição, como comorbidades e Determinantes genéticos”.

Ele reforça ainda a importância do uso de máscaras. “Quem não pode ficar em casa deve tomar todos os cuidados quando estiver na rua, como usar a máscara, higienizar bem as mãos e evitar o contato com nariz, olhos e boca”.

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