Em Santos, a varrição tem todos os trabalhadores de volta, e a coleta de lixo, 70% (Alexsander Ferraz/ AT) Cerca de 70% dos trabalhadores da limpeza urbana das empresas Terracom, Terra Santos Ambiental e PG Eco Ambiental, que entraram em greve na segunda-feira (16), voltaram ao trabalho nesta terça-feira (17) na Baixada Santista, no litoral de São Paulo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O retorno dos funcionários, que atuam em seis cidades da Baixada, foi aprovado em assembleia pela manhã, no dia seguinte a uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-SP). Os trabalhadores da coleta de lixo e da limpeza pública haviam suspendido o trabalho por divergências relativas ao Programa de Participação nos Resultados (PPR) de 2025. O presidente do sindicato da categoria (Siemaco), André Domingues, disse que os valores ficaram muito abaixo dos esperados. “Teve gente que recebeu R\$ 30,00, outros, R\$ 2,50, e isso é um absurdo”, declarou. As empresas ingressaram com ação no TRT-SP, alegando que a paralisação é ilegítima por não cumprir exigências da Lei de Greve, como aviso prévio e manutenção de serviços essenciais. Em audiência na noite de segunda-feira, com representantes das empresas e do sindicato, ficou estabelecido que o sindicato deveria realizar assembleias com os trabalhadores e garantir a manutenção de, no mínimo, 70% do efetivo em atividade. Os trabalhadores se reuniram na manhã desta terça em frente à garagem da Terra Santos e decidiram pela retomada parcial dos serviços. Decisão válida até sexta A decisão é válida até sexta-feira (20), quando está prevista uma nova audiência, com perícia nas unidades. Até lá, os trabalhadores que retornaram devem seguir o cronograma definido pelas empresas em conjunto com as prefeituras, com prioridade para coleta de lixo e limpeza de feiras. Ainda de acordo com as empresas, em Praia Grande, Bertioga, São Vicente e Cubatão, todo o efetivo está em atividade. Em Santos, a varrição tem todos os trabalhadores, e a coleta, 70%. Em Guarujá, o efetivo em atividade é de 70%. Em relação ao PPR, as empresas informaram que os valores foram apurados e pagos conforme os critérios estabelecidos em acordo coletivo de trabalho, com base em metas de conhecimento da categoria.