[[legacy_image_354732]] À medida que as eleições municipais se aproximam e os pré-candidatos a prefeito são anunciados, os eleitores da Baixada Santista começam a fazer as suas escolhas para eleger quem vai ocupar a chefia do Poder Executivo municipal. Contudo, há pessoas para as quais as funções do prefeito ainda não são muito claras. Por isso, a Reportagem conversou com o cientista político Alcindo Gonçalves, responsável pela metodologia e RI do Instituto de Pesquisas A Tribuna (IPAT), que esclareceu os papéis de um prefeito e a importância do cargo. Segundo Gonçalves, é o prefeito o responsável pela manutenção da Cidade e pelas políticas públicas em diferentes áreas, como educação, saúde, transporte público e habitação em âmbito municipal. Para o cientista político, contudo, o grande desafio no cargo é a gestão do orçamento do Município, que, além de limitado, tem porcentagens que devem ser destinadas por lei a pastas específicas, como Educação e Saúde. “É claro que há repasses federais e estaduais que ajudam, mas é como um jogo de xadrez, e o prefeito deve saber aplicar esses recursos da melhor maneira possível.” Além da definição das políticas públicas a terem prioridade e da gestão orçamentária, o prefeito também tem o trabalho de manter a máquina pública, o que inclui a gestão de recursos humanos e materiais, por exemplo. Poderes limitadosEmbora seja uma figura central na administração de um município, o prefeito tem limitações a seus poderes definidos pela Constituição Federal, com fiscalização pelo Poder Legislativo municipal. “É evidente que quem gere um orçamento municipal e define políticas públicas tem um poder razoável, mas o prefeito também depende da Câmara Municipal para a aprovação de projetos e do orçamento. Por isso, o prefeito deve ter uma boa relação com o legislativo, para que haja harmonia entre os poderes”, explica Gonçalves. EleitoradoA atenção que os eleitores devem ter no momento de ir às urnas e depositar um voto em um candidato a prefeito é proporcional ao grau de importância do cargo, afirma Gonçalves. Por isso, para o cientista político, a escolha por uma candidatura requer reflexão e pesquisa por parte de quem vota. “Primeiro, deve-se atentar para a trajetória daquele candidato. Quem ele é? O que ele fez? O que ele representa?”, afirma Gonçalves. Essas perguntas, conforme o cientista político, devem ser respondidas antes do voto. Alcindo Gonçalves destaca ser fundamental que o eleitor preste atenção às propostas feitas em campanha. “Escolher um prefeito é o mesmo que escolher o caminho administrativo e político que a cidade vai adotar nos próximos quatro anos após a eleição.” ANÁLISE, porRafael Motta, editor de Cidades Eleitor(a), não caia na tentação de votar em quem deverá governar sua cidade só porque, supostamente, tem o apoio de alguém — de quem já está na Prefeitura, de presidente, ex-presidente, de governador... Nenhum desses que empresta seu apoio em redes sociais e, até, participa de caminhadas e daquelas visitas feitas a cada quatro anos a botecos, periferias e recheadas de abraços e beijinhos em crianças e idosos estará aqui quando o calo apertar. Ou seja: se quem você eleger para o governo do seu município estiver indo mal ou se mostrar incompetente para a tarefa, aquele ‘fiador’ da candidatura não fará nada para ajudar. Até porque não pode e, ainda que pudesse, tem mais o que fazer na defesa dos próprios interesses. Portanto, faça o mesmo ao votar e acompanhar o andamento de um governo: defenda o que lhe convém e, além disso, o que é para o bem da coletividade. Procure você mesmo conhecer em quem vai votar e entender por que depositará nessa pessoa o seu voto. Não se deixe cair em tentação