Favela da Prainha, no Distrito de Vicente de Carvalho, em Guarujá: em 2022, esse núcleo habitacional tinha 2.471 domicílios e 7.638 residentes. Mais de 1/3 da população guarujaense vive em condições desse tipo (Alexsander Ferraz/AT) Guarujá e Cubatão são as duas cidades do Estado com maior proporção de moradores de favelas e comunidades urbanas em relação ao número total de habitantes. Há 106.010 guarujaenses nessa condição, ou 36,9% dos 287.634 residentes. Em Cubatão, a favelização é a realidade de 36.724 pessoas, ou 32,7% dos habitantes totais. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Os dados foram apresentados nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em um novo recorte do Censo Demográfico 2022. Na Baixada Santista, são 313.194 pessoas vivendo em favelas, o equivalente a 17,3% dos 1.805.451 cidadãos contabilizados no recenseamento de dois anos atrás. Há mais duas cidades da região entre as nove paulistas com mais de 20% dos moradores em residências do tipo: São Vicente, quinta colocada no Estado (26%), e Bertioga, sexta (25,5%). Os moradores de favelas e comunidades urbanas na Baixada estão distribuídos em 191 núcleos habitacionais desses gêneros. Guarujá também é a cidade com mais favelas, com 55, seguida por São Vicente, com 38, e Bertioga, com 24. Em quantidade de domicílios — casas, apartamentos, cortiços, estruturas degradadas —, as duas maiores favelas da região ficam em Cubatão; Vila Esperança, com 6.008 moradias, 17.040 habitantes e a nona colocação em tamanho no Estado, considerando o número de habitações, e Vila dos Pescadores, com 3.478, 19ª em São Paulo. O Dique da Vila Gilda, no Rádio Clube, considerado a maior favela sobre palafitas do País, é a 22a maior favela paulista, com 3.088 residências (7.353 pessoas). Depois, há duas em São Vicente, completando as cinco maiores da região: Quarentenário, com 3.073 habitações (24o lugar no Estado, 9.225 residentes), e Jardim Rio Branco, com 2.830 (33º, 8.278 cidadãos). Paraisópolis, em São Paulo, é a maior favela paulista, com 21.442 domicílios e 58.527 residentes. Em nível nacional, é a terceira, atrás somente da Rocinha, no Rio de Janeiro (72.021 habitantes) e Sol Nascente, em Brasília (DF), com 70.908 pessoas. Mongaguá é a única das nove cidades da Baixada Santista a não ter favelas, conforme o Censo. MAIOR PROPORÇÃO A realidade de Guarujá, por exemplo, é proporcionalmente mais dura do que no Estado com maior índice de favelização do País, o Amazonas, com 34,7% da população estadual em favelas ou comunidades urbanas, segundo o IBGE. A média de residentes em favelas na Baixada também se compara à dos estados mais populosos, em termos proporcionais. O terceiro colocado na lista, o Pará, tem 18,8% de residentes em moradias do tipo, ante a média de 17,3% na região. O Censo 2022 contabilizou 12.348 favelas e comunidades urbanas, onde viviam 16,390 milhões de pessoas — o equivalente a 8,1% da população brasileira. Identificaram-se, também, 6,556 milhões de domicílios em favelas e comunidades urbanas em todo o Brasil, dos quais 5,557 milhões, ou 84,8%, eram domicílios particulares permanentes ocupados. Em 2010, o IBGE havia identificado 6.329 favelas e comunidades urbanas, com 11,425 milhões de pessoas, ou 6% da população do País naquele ano. PARDOS E PRETOS Ainda de acordo com o instituto, as proporções de pardos (56,8%) e pretos (16,1%) em favelas e comunidades urbanas superavam os percentuais observados na população total, de 45,3% e 10,2%, respectivamente. Na Baixada Santista, dos 313.194 moradores de favelas, 168.205 são pardos (53,7%); 104.996, brancos (33,5%); 39.202, pretos (12,5%). Há, ainda, 445 indígenas e 336 amarelos (0,1% cada).