Os temporais da última semana fizeram o volume de chuva acumulado em janeiro, mês até então marcado por períodos secos e ondas de calor, superar a média histórica. Previsões indicam o mesmo para fevereiro. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Em Santos, o volume de chuva do último mês ficou 8% acima da média histórica. Choveu 365,6 milímetros (mm) em janeiro. A média é de 336,7 mm, considerando-se os últimos 30 anos de registros. De acordo com a Prefeitura, o recorde para janeiro foi em 2010, com 640,6 mm. “Isso aconteceu, principalmente, por conta das chuvas fortes e contínuas dos últimos dias do mês. Antes da última semana de janeiro, o cenário de chuvas era até abaixo do normal”, declarou a Prefeitura, em nota. Em São Vicente, o acumulado de chuva em janeiro foi um pouco maior do que o de Santos: 366,4 mm, acima da média dos últimos cinco anos, que é de 342,9 mm. Embora o volume esteja dentro do considerado normal, a Prefeitura de São Vicente informou monitorar as condições climáticas e reforçou que a população deve ficar atenta aos alertas emitidos pelos órgãos oficiais. Em Cubatão, choveu 305,31 mm, abaixo da média dos últimos três anos, de 346,14 mm. Em janeiro do ano passado, haviam sido 473,71 mm. A Defesa Civil de Bertioga, em nota, disse que o volume de chuva no mês passado foi de 254 mm, dentro da média histórica do período — não informada pela Administração. A Prefeitura de Mongaguá citou que, em 24 horas entre domingo e segunda-feira, choveu 51,2 mm e, em 72 horas, 138,6 mm. Mas não forneceu dados de janeiro. As prefeituras de Praia Grande, Guarujá, Itanhaém e Peruíbe não responderam até o fim desta edição. Para fevereiro, a meteorologista Heloísa Pereira diz que a maioria dos modelos de previsão indica fevereiro com chuva dentro ou acima da média em todo o leste de São Paulo, o que inclui a Baixada. Segundo a especialista, o volume total previsto nas cidades da região estará entre 200 e 250 mm acumulados, e o médio, em torno de 200 mm. “Um dos fatores que mais devem contribuir para esse cenário é o Oceano Atlântico Sul mais aquecido que o normal”, diz. Ainda segundo Heloísa, a costa do Estado apresenta superfície do mar mais quente. “Isso ajuda a formar sistemas de baixa pressão mais fortes e que potencializam a chuva no leste de São Paulo.” Segundo a Defesa Civil de Santos, não deve haver períodos longos sem chuva no mês, o que deve deixar o índice pluviométrico novamente acima da média. Ainda segundo a pasta, podem ocorrer precipitações intensas em fevereiro.