Após reserva, hóspede recebe QR Code. Ao acessá-lo, é direcionado ao sistema, com dados já preenchidos (Alexsander Ferraz/ AT) A forma de fazer check-in em hotéis de todo o País está prestes a mudar. A nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) Digital, criada pelo Ministério do Turismo, passa a ser obrigatória a partir de 20 de abril. Os objetivos são tornar mais ágil e padronizado o processo de entrada e dar mais segurança às informações dos hóspedes. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A expectativa do setor é de adaptação gradual, com maior impacto em hotéis menores. O vice-presidente de Hotéis do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares da Baixada Santista e do Vale do Ribeira (SinHoRes), German Montoya, diz que os grandes já têm sistemas automatizados semelhantes. Conforme o sindicato, a maior parte dos meios de hospedagem já se adapta. Acredita-se que nem todos estarão preparados no prazo, mas a tendência é de adesão total. Na prática A principal mudança é a substituição definitiva da ficha em papel por um sistema digital integrado ao portal gov.br. A ferramenta foi desenvolvida pela Serpro, empresa federal. O preenchimento será automático para quem usar a autenticação digital. Após a reserva, o hóspede recebe um QR Code. Ao acessá-lo, é direcionado ao sistema, com dados já preenchidos. “Esse vai ser o check-in”, explica German Montoya. Quem não utilizar o sistema ainda poderá preencher manualmente os dados na chegada ao hotel, mas dentro da plataforma digital. Controle Com a integração das informações nos locais de hospedagem ao banco de dados federal, as informações passam a ser mais confiáveis e padronizadas. De acordo com Montoya, o novo modelo reduz a possibilidade de erros ou omissões em dados. A mudança também impacta o monitoramento de turistas estrangeiros, que deverão informar o número do passaporte. Isso permite maior controle de circulação deles no País. “Se for necessário, o sistema permite localizar rapidamente uma pessoa.” Menos filas, mais dados Entre os principais benefícios apontados pelo setor estão a redução de filas na recepção, a diminuição da burocracia e a geração de dados mais precisos sobre o turismo. A padronização deve permitir análises mais detalhadas sobre perfil dos visitantes, origem e tempo de permanência, auxiliando tanto o planejamento dos hotéis quanto políticas públicas. Além disso, há impacto ambiental. “Com o tempo, a tendência é reduzir bastante o uso de papel”, diz o vice-presidente de Hotéis. Empregos Apesar da digitalização, o sindicato não vê risco para postos de trabalho na hotelaria. “O setor de serviços ainda depende muito do fator humano. Essa mudança não reduz mão de obra. Só facilita processos”, afirma o dirigente do SinHoRes. Outro ponto destacado é a gratuidade no uso da plataforma, o que elimina barreiras financeiras para adesão.