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Sábado

17 de Agosto de 2019

Caio França analisa cenário eleitoral e vê pai como forte candidato à Prefeitura de SP

Deputado estadual diz ser um otimista da ideia de Márcio França disputar cargo no Executivo paulistano, e vê desempenho nas últimas eleições como trunfo

O presidente do PSB, Carlos Siqueira, confirmou nesta segunda-feira (15) que Márcio França é pré-candidato à Prefeitura de São Paulo nas eleições de 2020. Filho do ex-governador, o deputado estadual Caio França (PSB) demonstrou otimismo em relação ao desempenho do pai no próximo pleito da capital paulista.

Em entrevista ao "Jornal Manhã de Notícias", da Rádio Nova FM, o parlamentar disse ser um entusiasta da ideia, e que tem estimulado França a prosseguir com o projeto. Para ele, o resultado das últimas eleições ao Governo de São Paulo é um trunfo para o pessebista.

"Sou um otimista dessa ideia. Eu tenho estimulado ele, conversado com alguns atores políticos da Capital. Tudo isso, claro, em decorrência da eleição que ele teve contra o governador [João] Doria [PSDB], em que ele ganhou muito bem na Capital, com mais de um milhão de votos em comparação ao Doria. Tudo isso acaba credenciando ele para este cenário", disse Caio. Na verdade, o ex-governador venceu o tucano em São Paulo, no segundo turno, por uma diferença de 915.783 votos.

Para o deputado estadual, o cenário para as eleições municipais de São Paulo, em 2020, é de extremos. Ele aposta em uma disputa maior com o atual prefeito, Bruno Covas (PSDB), além de analisar a situação de Celso Russomanno (PRB) e do Partido dos Trabalhadores (PT).

"O Bruno deverá ser candidato também, mas não vive um bom momento, na minha avaliação. Tem problemas sérios. Além de ter sempre a situação de que o eleito foi o Doria. O Doria saiu da prefeitura e deixou o Bruno, que não conseguiu ainda imprimir a sua marca, e isso traz prejuízo. Mas, com a estrutura que tem uma prefeitura, é um cenário sempre competitivo. Não descarto o Bruno ter uma candidatura robusta", comentou França.

"Vejo outros atores da política da Capital, cada um com uma certa fragilidade. O Russomanno é o eterno candidato que sempre começa muito bem e acaba caindo. Até mesmo ele e o partido dele sabem que não vai dar. É mais para garantir uma bancada, uma composição na Câmara. Aí, começa a galera mais da esquerda. O PT, embora sofra de um problema sério, na Capital tem uma densidade, tem oito vereadores, uma das maiores bancadas. É consistente. Mas, acho que eles não vão colocar o [Fernando] Haddad, que é um ativo do partido, pensando na eleição presidencial, acho que eles vão ter um outro nome. Pode ser o Gilmar Tatto, pode ser o [Aloísio] Mercadante. Mas, nenhum desses nomes tem densidade popular hoje. É uma candidatura fragilizada. Não consigo enxergar outros. O Andrea Matarazzo [PSD] é um cara que conhece bem a Capital, mas não tem apelo popular", emendou o deputado estadual.

 'Não deixa de ser vicentino'

Caio também rebateu as críticas de que a família França estivesse se desligando da política em São Vicente para focar na capital paulista. Segundo ele, o pai já vota em São Paulo desde as eleições municipais de 2016. "Na época, o Geraldo Alckmin [PSDB] pediu para que ele fizesse a transferência do título, porque também seria uma opção dele, eventual, de disputa [no município]", explicou o parlamentar.

"No caso do meu pai, não que ele deixa de ser vicentino, porque a questão de você votar em um lugar ou outro não vai tirar todo carinho, a relação, o dia a dia dele, que também é aqui, ainda. Mas, eleitoralmente falando, sem dúvida que não podemos descartar uma capital, uma megacidade como é São Paulo", finalizou o deputado.