Cabos eleitorais são uma verdadeira instituição do período de eleições (Rogério Soares/AT) Eles são uma verdadeira instituição do período de eleições. Seja nas feiras livres, nas esquinas das grandes avenidas ou acompanhando os candidatos nos compromissos de campanha, os cabos eleitorais são figurinha certa no ambiente político. Em Santos, os principais partidos estudam a melhor forma e aguardam informações sobre como utillizar essa carta na manga. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A definição da atividade, presente no site do Conselho Nacional do Ministério Público, é clara: os cabos eleitorais são “pessoas que, geralmente na época de campanha, a mando dos chefes ou líderes partidários, devem conseguir mais integrantes para se filiarem ao partido político ou conseguir mais eleitores para votarem nos candidatos da legenda”. Mas, em muitos casos, a ação voluntária e militante abre espaço para quem conta com um dinheirinho extra para reforçar o orçamento. “É importante que a gente faça uma distinção. Existem os militantes, que trabalham no partido, fazem parte de um grupo de apoio ou de discussão daquele candidato e que trabalham como cabos eleitorais nas eleições. E existem os outros, pessoas contratadas para fazerem propaganda de um determinado candidato”, explica a cientista política e historiadora Clara Versiani dos Anjos Prado. Segundo ela, os cabos eleitorais, mais engajados na vida do partido, compõem uma atividade importante e imprescindível para o candidato. “Ainda que nós tenhamos, hoje em dia, muitos outros recursos, como o caso da internet, ou a propaganda eleitoral gratuita. Esse corpo a corpo com o público, seja através da presença do próprio candidato ou do cabo eleitoral, ainda é importante.” Lógica própria A cientista política avalia que, numa eleição municipal, com características bem específicas, o papel do cabo eleitoral ganha relevância como uma das estratégias de campanha. “A estratégia de estar junto ao eleitor ou de levar uma mensagem de alguém que está junto a um determinado candidato, mas que faz parte daquela comunidade, daquele bairro e que conhece o eleitor, tem um peso maior.” Legislação A entrega de materiais gráficos — como os santinhos — e a realização de carreatas, passeatas e caminhadas podem ocorrer até as 22 horas do dia que antecede as eleições. Ou seja, entre esta sexta-feira e o dia 5 de outubro. No caso de um eventual segundo turno, de 7 a 26 de outubro. A contratação direta ou terceirizada de pessoal para serviços de militância e mobilização de rua nas campanhas eleitorais observa limites impostos a cada candidato. Eles são definidos a partir de uma relação entre o número de eleitores dos municípios e a quantidade de cabos eleitorais que poderão ser contratados. As regras são para todos os cargos eletivos, tanto majoritários (este ano, para prefeito) quanto proporcionais (vereador).