Em algumas cidades, o número de registros de incidentes dessa natureza aumentou 68%, como em Mongaguá (Reprodução/Neoenergia Elektro) Brincadeiras com pipas deixaram 80 mil pessoas sem energia no litoral de São Paulo nos anos de 2023 e 2024, de acordo com dados da concessionária Neoenergia Elektro. As três cidades que mais sofreram com os apagões foram Guarujá, Itanhaém e Mongaguá, sendo a última responsável por um aumento de 68% nas ocorrências. A companhia de energia chama a atenção para o risco de soltar pipas próximo à rede elétrica e destaca recomendações à população. De janeiro a dezembro de 2024, a concessionária contabilizou 920 ocorrências causadas por pipas no estado de São Paulo, um aumento de 14% em comparação com 2023. Em Itanhaém, foram cerca de 83 ocorrências nos últimos dois anos. Em 2023, 37 ocorrências deixaram 8.064 pessoas sem energia, enquanto em 2024, 52 registros foram feitos e 21.929 residências ficaram sem energia. Em Mongaguá, em 2023, foram 9.998 clientes sem luz em 19 situações. Em 2024, 32 ocorrências impactaram 28.900 clientes. Em Guarujá, 6.103 pessoas sofreram com a falta de luz em 2024, em 18 ocorrências. Em 2023, houve 17 ocasiões que deixaram 4670 residências no escuro. Em algumas cidades, o número de registros de incidentes dessa natureza aumentou 68%, como em Mongaguá, que saltou de 19 para 32 ocorrências em 2024. De acordo com o gerente de Saúde e Segurança da Neoenergia Elektro, Guilherme Mafra, soltar pipas é uma atividade extremamente saudável, desde que feitas em locais apropriados, como áreas abertas e distantes de redes de energia elétrica. “Em lugares indevidos soltar pipas representa um perigo, já que ao se enroscarem em postes, transformadores ou cabos elétricos, podem provocar curtos-circuitos e interromper o fornecimento de energia. Além disso, as linhas com cerol podem cortar os cabos de condução de eletricidade e provocar um acidente mais grave”, alerta o gerente. Recomendações A Elektro listou uma série de recomendações para a população, dentre elas, soltar pipas sempre em lugares abertos e sem rede elétrica por perto, como parques, praças, campos de futebol e áreas afastadas dos centros urbanos. Outro alerta feito pela concessionária foi sobre casos em que as pipas ficam presas em postes e fiações. Apenas profissionais das distribuidoras de energia estão devidamente autorizados e capacitados para se aproximarem da rede elétrica, e que populares jamais devem tentar retirá-las. A empresa ressalta que fios metálicos e papel laminado jamais devem ser utilizados para confeccionar a pipa, pois são condutores de energia e podem causar choques elétricos. Outro item proibido é o cerol ou linha chilena, pois apresentam risco de ferir e costumam cortar os fios.