[[legacy_image_349794]] Espaço, que completará dez anos em outubro de 2024, provoca os visitantes a saírem de uma zona de conforto para que entendam a real importância do convívio harmônico entre os seres humanos e a natureza. Uma construção localizada na Calzada de Amador, na Cidade do Panamá, chama a atenção de quem observa a capital panamenha de diferentes ângulos. Com uma estrutura colorida e aparentemente bagunçada, mas extremamente funcional, o BioMuseo é parada obrigatória para quem visita o país que abriga o maior complexo portuário da América Latina, tem tanto em comum com Santos e vem recebendo cada vez mais turistas brasileiros. Até hoje, muita gente se confunde ao afirmar que o Porto de Santos é o maior da América Latina. O complexo portuário santista é, hoje, o maior do Hemisfério Sul, mas apenas o segundo em movimentação na América Latina, sendo superado pelo Porto de Colón, na margem atlântica do Canal do Panamá, uma das rotas de navegação mais famosas do planeta. O belíssimo trecho que hoje abriga o BioMuseo não é natural. Ele foi criado em 1913, pelo governo dos Estados Unidos, utilizando rochas que foram removidas justamente durante a construção do Canal. Hoje, ligando as ilhas Naos, Perico e Flamenco, é uma das maiores atrações turísticas do País e fica a poucos minutos de carro de Casco Viejo, o centro histórico da cidade. Visitado por A Tribuna no sábado (13), o BioMuseo, que completará 10 anos de existência em outubro, mostra, de forma interativa, vários aspectos da biodiversidade panamenha, fazendo com que o visitante mergulhe na história social e geológica do País. As atrações no local chutam, para longe, o estigma de que se trata de apenas mais um museu, como tantos outros. Mais do que um museu qualquer, o BioMuseo, projetado pelo arquiteto Frank Gehry, provoca os visitantes a saírem de uma zona de conforto para que entendam a real importância do convívio harmônico entre os seres humanos e a natureza, tão intimamente interligados e dependentes um do outro para o desenvolvimento da sociedade. O BioMuseo ocupa uma área de cerca de 4 mil metros quadrados que abriga oito galerias diferentes. Para os turistas, é um local recheado de espaços instagramáveis, além de ter uma estrutura convidativa com lojas, cafés e um parque botânico. Os impressionantes telhados do local imitam uma floresta com árvores altas e são capazes de minimizar o calor, ajudando a reduzir o consumo de energia. [[legacy_image_349795]] Grande parte da estrutura do museu é dedicada ao Meio Ambiente. De forma prática e lúdica, o BioMuseo reforça a importância da conservação dos ecossistemas. Um dos exemplos utilizados aborda a questão de que grande parte dos remédios que consumimos são provenientes de produtos naturais que, inclusive, podem nem ter sido descobertos ainda e podem esconder a cura para diversas doenças. Conservação, alias, é palavra de ordem para os panamenhos. A população se orgulha de, em seu pequeno território, ter mais de 2,3 mil espécies de árvores. Isso significa mais do que o dobro que pode ser encontrado nos Estados Unidos e no Canadá juntos, guardando um verdadeiro santuário de espécies que dependem da conservação desses locais para sobreviverem. Outro ponto alto da visita são dois gigantescos aquários em uma das salas do Museu. Enquanto um representa o Oceano Pacífico, o outro retrata o Mar do Caribe. Como estão praticamente lado a lado, funcionam como uma ferramenta extremamente lúdica para mostrar as grandes diferenças de vida marinha entre os dois oceanos que banham o país caribenho. O ingresso para entrar no BioMuseo não é barato. Turistas não residentes em território panamenho pagam US\$ 20 (R\$ 102, na cotação de sexta-feira). Apesar de salgado, o valor compensa pelo ótimo atendimento dos vários guias espalhados pelo local que, de forma muito gentil, fazem questão de explicar cada detalhe em espanhol ou inglês. Mesmo quem não fala nenhum dos dois idiomas consegue aproveitar bastante o passeio. Outras informações podem ser obtidas em biomuseo.org/en.