Sindicato cobra explicações sobre volta às aulas em Bertioga

Entidade alega que profissionais da Educação da Cidade estão apreensivos quanto à data de retorno e medidas de segurança para as atividades

Em meio aos debates para o retorno – ou não – das aulas presenciais, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bertioga deu um ultimado à Prefeitura. A entidade cobra do poder público um posicionamento claro sobre o calendário de retorno aos bancos escolares e procedimento de segurança, visando a retomada das atividades. 

Conforme o sindicato, os profissionais da Educação da Cidade estão apreensivos quanto ao retorno. Em um ofício enviado à Administração Municipal, a entidade questiona a Secretaria de Educação sobre a data de um possível retorno e quais medidas serão tomadas para proteger alunos, professores e demais funcionários das unidades escolares.  

“A principal dúvida da categoria é se a volta às aulas ocorrerá este ano ou deve ficar apenas para 2021, e se a presença dos alunos em sala de aula será obrigatória. Os professores e demais funcionários estão preocupados com uma possível volta e com a segurança de todos”, diz o presidente, Jorge Guimarães.   

No documento, o órgão indaga se o retorno será escalonado por série, eventual rodízio e horários das aulas, higienização dos espaços escolares, instalação de dispensadores de álcool em gel. Pede esclarecimentos sobre a presença de alunos de grupos de risco, além de procedimentos para preparação e fornecimento da merenda, entre outros procedimentos indicados pela Organização da Saúde que devem ser seguidas e cumpridas.  

“A maioria dos estudantes é carente. Se as aulas voltarem, acreditamos ser essencial que a Secretaria de Educação forneça máscaras para os alunos e promovam orientação aos pais sobre os protocolos de segurança para levar os filhos às escolas”, completa Guimarães.   

Quanto aos professores e demais profissionais, o Sindicato questiona quais serão os protocolos para os profissionais de grupos de risco e se a Secretaria de Educação pretende testar os servidores antes da possível retomada, ou oferecer algum tipo de serviço de saúde nas escolas. O sindicato apresenta dúvidas, ainda, sobre as crianças que necessitam de transporte escolar para frequentar as aulas. 

Em nota, a Secretaria de Educação informa que foi elaborado um decreto criando uma comissão, com a participação de diversos setores (Conselhos Municipais, Conselho Tutelar, Câmara Municipal, Diretores, representantes da sociedade, entre outros) para discutir os protocolos de retomada das aulas, inclusive com a participação do sindicato. ‘Importante salientar que ainda não há previsão de que as aulas retornem no mês de setembro”, finaliza o comunicado. 

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