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Terça-feira

15 de Outubro de 2019

Bertioga faz 28 anos com revolução urbanística

Projetos aceleram verticalização da Cidade

Cidade do futuro: o termo define o município mais novo da Baixada Santista. Bertioga vive uma revolução na paisagem urbana e imprime taxa de crescimento populacional quatro vezes superior ao da região. O Município completa hoje 28 anos de emancipação político-administrativa.

A expansão é visível na verticalização acelerada e quantidade de empreendimentos imobiliários em curso. De acordo com a Secretaria Municipal de Planejamento Urbano, são cerca de 250 imóveis em construção na Cidade – prédios concentram 10% desse total.

“Mesmo com a retração no mercado imobiliário nacional, Bertioga tem mantido um número constante de novas unidades em construção”, diz o titular da pasta, Renato Losada Martins.

Entre janeiro e abril, a secretaria liberou mais de 40,3 mil metros quadrados de construção imobiliária. O número é 23,6% superior ao igual período de 2017 – quando foram autorizadas 32,6 mil metros quadrados.

“Bertioga é uma cidade nova e em franca expansão, pois o setor (da construção civil) ainda tem muito a valorizar. Cenário oposto de Santos e Praia Grande, que chegaram próximo ao teto”, afirma o presidente estadual do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-SP), José Augusto Viana Neto.

A partir de 2010, quando o município apareceu entre os locais praianos com a maior valorização imobiliária, entrou em definitivo na mira das grandes construtoras. Ao lado de Praia Grande, mantém ritmo de canteiro de obras bem acima do restante da região.

“Bertioga é bem localizada, tem belas praias e está próxima de São Paulo. Por isso tem atraído cada vez mais famílias. Sem dúvida, é a 'bola da vez' do litoral paulista”, destaca Carlos Meschini, diretor do Sindicato do Mercado Imobiliário do Estado de São Paulo (Secovi) de Santos. 

Apenas uma empresa da Capital é responsável por projeto com mais de 400 unidades, distribuídas em quatro prédios com dez andares cada – limite permitido no Plano Diretor, feito em 1998. Os apartamentos têm valores entre R$ 300 mil e R$ 1,1 milhão.

A maioria dos empreendimentos se concentra no eixo central. Razão pela qual a revisão do Plano Diretor deve estabelecer o corredor da Avenida Anchieta como indutor a novos complexos habitacionais.

Segundo o prefeito Caio Matheus (PSDB), o meio ambiente é um fator que limita a expansão de Bertioga. Cerca de 90% do território é de área permanente de proteção. O que limita ocupação urbana a menos de 3% dos 490 quilômetros quadrados.

Ele destaca a revisão do Plano Diretor, que deve ser concluído no segundo semestre. A regra vai garantir atuações de preservação ambiental e sustentabilidade. “Estudamos criar percentuais de aproveitamento maior dos terrenos em áreas mais afastadas da praia, permitindo investimento em habitação popular”, diz.