[[legacy_image_195128]] A Baixada Santista teve crescimento nas alterações de nome e gênero de janeiro a junho deste ano, em comparação com o mesmo período de 2021. Foram 15 mudanças, contra 10 do ano passado, uma alta de 50%. A busca também cresceu no Estado de São Paulo e no Brasil. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Os dados são da Associação Nacional de Registradores de Pessoas Naturais (Arpen). Em Santos, o número de mudanças de nome e gênero nos cartórios dobrou, de 3 para 6, se comparar os dois períodos. Outro destaque fica para o maior número de cidades contabilizando mudança nos registros. No primeiro semestre de 2021, além de Santos, Praia Grande (3) e Guarujá (4) também tiveram transgêneros buscando a mudança no registro. Neste ano, Cubatão e Peruíbe se juntaram à lista, com uma mudança em cada município. Além da alta em Santos, Praia Grande e Guarujá tiveram quatro e três mudanças de gênero e nome no primeiro semestre, respectivamente. TendênciaNo Estado de São Paulo, foi o segundo maior número de mudanças em nome e gênero em um semestre desde 2018, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu o direito de transgêneros de incorporarem a identidade que se identificam aos documentos. Ao todo, foram 542 mudanças, ficando atrás apenas do ano de 2019, quando 545 pessoas trans solicitaram as alterações. No Brasil, houve recorde de mudanças: 1120 alterações no primeiro semestre deste ano, contra 780 de 2021, 632 de 2020 e 931 de 2019. "Temos um atendimento em guichês que são separados. A gente trata do assunto com a devida cautela para não expor a pessoa. Aqui o interessado tem total liberdade para expor sua vontade. A tendência do público é de aumentar a procura por algo que é benéfico para ela", explica o Oficial do 2º Cartório de Registro Civil de Santos, Aldir Monte Bello.