[[legacy_image_290984]] A Baixada Santista deve ganhar mais 350 leitos para SUS até meados de 2024. A informação é do secretário estadual de Saúde, Eleuses Paiva, que teve extensa programação em Santos durante esta segunda-feira (21). Ele também enfatizou a necessidade da regionalização da gestão da saúde, inclusive da regulação das vagas da Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross). Ao todo, serão 90 leitos em Bertioga; 60 para Peruíbe; 50 em Itanhaém; 50 para Praia Grande, além de outras 100 para a Santa Casa de Santos – em negociação. O número pode até aumentar, caso seja formalizado um novo acordo com a Beneficência Portuguesa, que inaugurou ala com 28 leitos SUS (ver destaque). “As filas são enormes e a gente só pode resolver se ampliarmos o acesso da população. Dessa forma, nós vamos fazer as filas andarem, melhorar a gestão, aumentar a eficiência e garantir ao cidadão uma saúde de qualidade”, afirma o secretário. Para ele, a melhoria da gestão passa por um modelo regionalizado, respeitando as particularidades de cada área do Estado. “Apostamos na força do diálogo. Estamos conversando com secretários, gestores de hospitais. Se os problemas não são os mesmos, as soluções também não podem ser”. Fila ÚnicaEleuses Paiva explica que a regionalização da gestão de vagas da Cross é um ganho para a Baixada Santista, pois oferece previsibilidade e transparência sobre quem está na fila, em qual situação etc. “O que nós temos hoje é uma regulação estadual. Fazer isso de forma regional é mais fácil, porque você conhece a região e sabe as vagas que têm. Queremos uma fila única, publicizada, em que cada um saiba seu lugar de forma transparente. Para isso, temos que fazer o convencimento dos municípios. Vamos trabalhar com um modelo semelhante ao da fila de transplantes. Com a velocidade, se consegue criar uma expectativa de atendimento”. Presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (Cosems-SP), Geraldo Reple Sobrinho entende que a regionalização da gestão de saúde é um processo a longo prazo, mas que deve ser adotado. “Não é só a Cross. Vamos melhorar também a atenção básica. Ela pode resolver 80% das situações, se a gente melhorá-la. A ideia é começar na base. O que a UBS precisa? Um hospital de menor porte pode, eventualmente, resolver muitas coisas”. ApoioTrês deputados da região participaram do encontro Gabinete 3D - Saúde, no Comfort Hotel, na Ponta da Praia, com ações para promover a aproximação das lideranças, gestores públicos e servidores da rede de saúde. Eles mostraram apoio à ideia de regionalização da saúde. “A gente tem 30% dos hospitais da nossa região que estão com leitos fechado porque não têm estrutura. Tudo isso precisa ser revisto por meio de uma regionalização, que leve transparência para o cidadão”, afirma a deputada federal Rosana Valle (PL). O deputado estadual Tenente Coimbra (PL) vai na mesma linha. “Recebi essa notícia (da fila da Cross) com satisfação. A transparência é reivindicação antiga. Fora que abre espaço para maiores investimentos”. A deputada estadual Solange Freitas (União) complementa. “O Estado mostrar que quer esse caminho é a melhor saída. Todos os dias recebemos pedidos de ajuda por vagas de UTI, consultas, e quem decide isso é uma pessoa distante da nossa realidade, o que pode representar a vida ou a morte de alguém”.