Este caminha para ser o ano mais quente da história e, possivelmente, com 1,5 grau Celsius acima da média. Catástrofes provocadas por enchentes, secas, queimadas e furacões, cada vez mais frequentes, indicam o que pode estar por vir nas próximas décadas. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo especialistas, as cidades brasileiras em zonas costeiras, como as da Baixada Santista, estão mais vulneráveis às mudanças climáticas. Têm de se tornar mais resilientes a eventos extremos, que devem ser mais frequentes e intensos, indica o Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas. Para enfrentar esse desafio, a Aliança Brasileira pela Cultura Oceânica preparou o estudo Cidades Azuis: Soluções Baseadas na Natureza para a Resiliência Climática Costeira, em apoio a gestores públicos e privados, para que desenvolvam ações inovadoras e cientificamente embasadas em cidades, estados e de nível nacional. O documento foi lançado na segunda-feira (11), na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP29), que vai até quinta (21) em Baku, no Azerbaijão. Mapeia os principais riscos às zonas costeiras brasileiras e indica exemplos de soluções baseadas na natureza (SbN) para adaptação das cidades ao cenário. A Aliança é coordenada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e pela Unesco. Soluções verdes e azuis Os projetos de SbN catalogados na publicação lançada na COP29 mostram soluções aplicáveis por empresas e cidadãos, como telhados e tetos verdes, jardins de chuva e parques de bolso, que contribuem para absorção de água da chuva e conforto climático. Também há projetos mais complexos, como soluções de ecoengenharia para conter a força das ondas do mar, redesenho de linhas costeiras e corredores ecológicos. Outras SbN são conservar e a recuperar ecossistemas naturais costeiros, como florestas, manguezais, marismas, restingas e recifes de corais. “Precisamos desenvolver soluções inovadoras e cientificamente fundamentadas para responder aos desafios das cidades costeiras de forma integrada e eficaz, beneficiando tanto a sociedade quanto o meio ambiente”, diz Ronaldo Christofoletti, professor da Unifesp Baixada Santista e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza.