Candidatos a prefeito e a vereador têm um mês, a partir de hoje, para conquistar eleitores: em 30 dias, ocorrerá o primeiro turno das eleições municipais. E há muitos a conseguir. Cidadãos ouvidos ontem por A Tribuna revelam ainda estar indecisos, pois não sabem quem são os concorrentes e nem sempre se identificam com os postulantes às prefeituras e às câmaras. O aposentado Jorge Luiz Andrade, de 64 anos, morador de Santos, afirma que ainda não conhece os candidatos. “Não sei quem são, não gosto de política”, diz. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O líder operacional Reginaldo Donizete Pereira, de 52 anos, morador de Praia Grande, e o técnico portuário Diego Rodrigues da Silva, de 36 anos, residente em Cubatão, têm seus candidatos a prefeito definidos. Para vereador, não. Pereira escolherá um nome para a Câmara com base em que “ele pode trazer de bom, de melhoria para a população, principalmente em relação a saúde, educação e moradia. É o mínimo, que não é atendido”. Silva diz ainda não ter se identificado com nenhum candidato ao Legislativo por enquanto. “Gostaria de vereadores que se preocupassem com a segurança pública e, até agora, não me senti representado por ninguém. Estou pensando bem, mas não tenho nenhuma opção.” Moradora de Santos, a protetora de animais Soraia de Oliveira Peres, de 58 anos, já definiu seu voto para prefeito e revelou ter afinidade com um candidato a vereador. Para ela, a defesa da causa animal faz diferença na hora de escolher um candidato. “Estamos vendo cada dia mais casos de animais abandonados, isso está a cada dia crescendo mais. A causa animal não tem mais onde colocar os animais abandonados, e isso é muito preocupante.” Campanhas mais intensas Cientistas políticos analisam que, neste último mês de campanha eleitoral, os candidatos devem estar nas ruas com mais frequência. CEO do Instituto de Planejamento Estratégico (Ibespe), Marcelo Di Giuseppe vê que a campanha eleitoral deste ano tem sido concentrada em redes sociais. “Percebemos, no entanto, que existe uma reclamação dos eleitores a respeito do distanciamento do político da população.” De acordo com Di Giuseppe, além de investir na presença nas redes sociais, concorrentes devem buscar contato presencial com os eleitores e investir na distribuição de material gráfico. Nas redes, diz, os conteúdos disputam atenção com publicações de outros tipos e podem ser ignorados pelo eleitor. “A distribuição de material nas casas das pessoas, ou uma reunião em uma associação de bairro, por exemplo, faz com que o eleitor conheça melhor não só as propostas, como o vereador, que pode utilizar essas ocasiões para convencer o eleitor”, diz. Para o responsável pela Metodologia e Relações Institucionais do Instituto de Pesquisas A Tribuna (IPAT), Alcindo Gonçalves, o último mês de campanha tende a exigir mais esforços dos candidatos a vereador. “As eleições majoritárias (para prefeito) costumam despertar muito mais interesse do que as eleições legislativas. Então, há uma dificuldade a mais para os candidatos a vereador, que devem lutar contra essa apatia do eleitor, que os atinge mais do que os candidatos a prefeito”, pontua.